A respeito do músculo Tensor da Fascia Lata utilizado em rec...
A respeito do músculo Tensor da Fascia Lata utilizado em reconstruções, assinale a alternativa INCORRETA:
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o músculo Tensor da Fáscia Lata (TFL) como opção em reconstruções cirúrgicas, tema comum em provas para cirurgião plástico, exigindo conhecimento de anatomia, vascularização e aplicações clínicas.
Justificativa – Alternativa C (CORRETA/INCORRETA):
A opção INCORRETA é a letra C: "É uma boa escolha para áreas que necessitam de cobertura por exposição ou infecção óssea".
Apesar de o TFL ser versátil, não é considerado ideal para cobertura de ossos expostos ou em infecções ósseas extensas. Retalhos musculares com maior volume, como o reto femoral ou vasto lateral, fornecem vascularização mais robusta, o que é fundamental nesses casos. Segundo Cano (Retalhos Musculares, Rev. Bras. Cir. Plást, 2013): “O TFL pode não ser o de escolha em infecções ósseas intensas devido à sua espessura limitada.”
Análise das demais alternativas:
A) CORRETA: O TFL é realmente um músculo pequeno, em continuidade com sua fáscia, que é longa e larga, sendo facilmente dissecado com sua fáscia.
B) CORRETA: De acordo com Mathes & Nahai, o TFL é circulação Tipo I, irrigado por um pedículo dominante (artéria circunflexa femoral lateral).
D) CORRETA: Possui grande arco de rotação, podendo cobrir até pelve, períneo e abdome inferior, característica importante em reconstrução.
E) CORRETA: O TFL localiza-se na face lateral da coxa, iniciando-se na crista ilíaca e dirigindo-se ao trato iliotibial.
Estratégia de leitura:
Fique atento a expressões absolutas (“boa escolha para áreas que necessitam de...”), pois em cirurgia reconstrutiva a avaliação é contextual e nem sempre um retalho é o melhor em todos os cenários. Busque sempre o termo técnico que justifique a limitação anatômica ou funcional.
Protocolos e referências:
Apesar da ausência de PCDT ou protocolos do Ministério da Saúde especificamente para uso do TFL, a literatura de referência (exemplo: “Retalhos Musculares”, de Ian Taylor) e a classificação de Mathes & Nahai são fundamentais para embasar a escolha do retalho muscular.
Resumo:
O retalho do TFL não é a melhor escolha para grandes exposições ou infecção óssea, mas sim para defeitos de partes moles sem exposição óssea significativa, graças à sua versatilidade, vascularização segura (Tipo I) e amplo arco de rotação.
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