Um paciente de 33 anos de idade foi vítima de uma qu...
Nesse caso hipotético, a resposta neuroendócrina que se espera que o paciente apresente é
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Tema central: A questão aborda a resposta neuroendócrina ao trauma grave, um dos tópicos essenciais em Cirurgia Geral. Entender essa resposta é crucial para reconhecer as alterações fisiológicas frente ao estresse severo, permitindo o manejo adequado do paciente grave.
Justificativa da alternativa correta (B - Elevação de cortisol):
Após um trauma grave, como no caso apresentado, há uma ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. O hipotálamo libera CRH (hormônio liberador de corticotrofina), estimulando a hipófise a secretar ACTH e, consequentemente, elevando a produção de cortisol pelas glândulas adrenais. O cortisol é fundamental para a mobilização de energia, aumento da glicemia e modulação da resposta inflamatória, permitindo melhor adaptação do organismo à situação de estresse intenso.
Segundo o artigo "Resposta Metabólica ao Trauma Cirúrgico" (Revista Ciência Animal), há um aumento importante de hormônios do estresse, em especial o cortisol, em quadros como o descrito no caso clínico.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Elevação da insulina: Incorreta. O típico é ocorrer resistência periférica à insulina e não sua elevação significativa. Em vez disso, a glicemia eleva-se pelo aumento dos hormônios hiperglicemiantes.
- C) Proteogênese: Incorreta. O trauma induz catabolismo proteico para liberação de aminoácidos — ocorre proteólise, não síntese aumentada de proteínas.
- D) Hipoglicemia: Incorreta. O esperado é hiperglicemia, causada pelo efeito do cortisol, glucagon e catecolaminas.
- E) Anabolismo: Incorreta. O paciente traumático apresenta estado catabólico, não anabólico, com quebra de reservas para suprir o aumento da demanda energética.
Dicas de prova: Fique atento à palavra-chave “trauma grave”: ela direciona para mecanismos de estresse em que predominam hormônios catabólicos e hiperglicemiantes. Pegadinhas comuns incluem confundir essas respostas com as fases de recuperação/anabolismo pós-trauma.
Fontes de referência: UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed., cap. 325), artigo “Resposta Metabólica ao Trauma Cirúrgico” (Ciência Animal).
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