Paciente com dor torácica, lipotimia e dispneico admitido na...

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Q2317875 Medicina
Paciente com dor torácica, lipotimia e dispneico admitido na Emergência após trauma por acidente automobilístico. Exame físico: PA 80 x 44 mmHg, sendo que a PA sistólica diminuía >10 mmHg na inspiração, FC 108 bpm, ausculta cardíaca com bulhas hipofonéticas e ausculta pulmonar normal. Presença de TJP 90o . ECG: taquicardia e baixa voltagem.
Assinale a opção que indica o tratamento definitivo de escolha.
Alternativas

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Tema central: O caso clínico aborda tamponamento cardíaco traumático, grave emergência decorrente do acúmulo de sangue no espaço pericárdico, frequentemente no contexto de trauma torácico. Os achados hipotensão arterial, turgência jugular patológica (TJP), bulhas cardíacas hipofonéticas e pulso paradoxal remetem diretamente à tríade de Beck e outros sinais clássicos desse diagnóstico.

Raciocínio para a alternativa correta (E):
A conduta definitiva, de acordo com o Protocolo Samu 192 - Emergências Traumáticas, tópico AT15, está fundamentada na drenagem cirúrgica urgente, que permite o alívio imediato da pressão pericárdica e possibilita a correção de lesões cardíacas. A reposição volêmica restaura temporariamente a pré-carga e a perfusão até a intervenção.

Citação de diretriz: Conforme o protocolo citado: “A pericardiocentese pode ser uma solução temporária […] Se um cirurgião qualificado estiver presente, a cirurgia para aliviar o tamponamento deve ser realizada.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Reposição de volume e pericardiocentese: A pericardiocentese é apenas um recurso paliativo, indicada quando não há recurso para cirurgia imediata. Não é o tratamento definitivo em trauma.

B) Dobutamina e pericardiocentese: Dobutamina (inotrópico) não reverte o comprometimento mecânico pericárdico, e a pericardiocentese permanece apenas como salvamento temporário.

C) Reposição de volume e dobutamina: Falha ao não abordar a remoção do líquido pericárdico, que é fundamental. O uso isolado de drogas e reposição não salva o paciente.

D) Dobutamina e drenagem pericárdica cirúrgica: A dobutamina não compõe a abordagem inicial do tamponamento por trauma, podendo inclusive precipitar instabilidade hemodinâmica pior nestes casos.

DICA DE PROVA: Atenção a palavras-chave: definitivo e trauma. Lembre-se: em contextos traumáticos, priorize intervenção cirúrgica. Pericardiocentese é exceção!

Resumo: O melhor manejo é reposição volêmica + drenagem pericárdica cirúrgica. Esta é a única alternativa que soluciona a obstrução mecânica, tratando a causa e promovendo a sobrevida do paciente, conforme principais manuais (ATLS, UpToDate, Protocolo Samu).

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A questão apresenta um caso de tamponamento cardíaco, sugerido pela tríade clínica de hipotensão (PA 80x44 mmHg), turgência jugular patológica (TJP 90º), e bulhas cardíacas hipofonéticas, assim como pelo ECG que mostra baixa voltagem e pela variação da pressão arterial sistólica maior que 10 mmHg na inspiração, conhecida como pulso paradoxal. No contexto de um trauma, esses sinais indicam a presença de líquido no pericárdio comprometendo a função cardíaca. O tratamento definitivo para o tamponamento cardíaco traumático é a drenagem pericárdica cirúrgica, uma vez que a pericardiocentese pode não ser suficiente devido à possibilidade de coágulos no pericárdio que não podem ser removidos por agulha. A reposição de volume é crucial para manter a perfusão até que a drenagem possa ser realizada e para compensar a perda de sangue e a compressão do coração. Assim, a alternativa correta é a E - Reposição de volume e drenagem pericárdica cirúrgica, pois aborda tanto a estabilização hemodinâmica imediata do paciente quanto o tratamento definitivo da causa subjacente, que é o acúmulo de líquido no espaço pericárdico devido ao trauma.

A ALTERNATIVA CORRETA É

E: Reposição de volume e drenagem pericárdica cirúrgica.

ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS

A: Reposição de volume e pericardiocentese.

Incorreta, pois a pericardiocentese é um procedimento temporário e não resolve a causa subjacente, sendo mais adequada como medida inicial. Para o tratamento definitivo, a drenagem cirúrgica é necessária.

B: Dobutamina e pericardiocentese.

Incorreta, já que a dobutamina é um inotrópico que pode ser utilizado em caso de choque cardiogênico, mas não aborda a necessidade de drenagem pericárdica definitiva.

C: Reposição de volume e dobutamina.

Incorreta, pois, embora a reposição de volume seja necessária, a dobutamina não trata a causa da tamponamento cardíaco, que requer drenagem pericárdica.

D: Dobutamina e drenagem pericárdica cirúrgica.

Incorreta, pois a dobutamina não é necessária nesse caso; o foco deve estar na reposição de volume e na drenagem cirúrgica do líquido pericárdico.

EM RESUMO

O paciente apresenta sinais sugestivos de tamponamento cardíaco, como pressão arterial baixa, taquicardia, bulhas cardíacas hipofonéticas e sinais de choque. A abordagem correta é a reposição de volume para estabilização hemodinâmica e a drenagem pericárdica cirúrgica para tratamento definitivo da condição.

PONTOS CHAVE:

  • Reconhecer os sinais de tamponamento cardíaco em casos de trauma.
  • A drenagem cirúrgica é o tratamento definitivo em casos de tamponamento.
  • A reposição de volume é crucial para estabilizar o paciente durante a intervenção.

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