Paciente com insuficiência cardíaca com fração reduzida (ICF...

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Q2317872 Medicina
Paciente com insuficiência cardíaca com fração reduzida (ICFEr), classe funcional III da New York Heart Association, possui exames demonstrando glicose 80 mg/dL; HbA1c 5,0%; ureia 35mg/dL; creatinina 1,2 mg/dL e K+ 4,2 mEq/L.
Assinale a opção que apresenta todas as medicações que devem fazer parte do seu tratamento.
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Gabarito Comentado – Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFEr): Terapia Otimizada

Tema central: O foco da questão é a terapêutica medicamentosa obrigatória recomendada na Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFEr), em paciente com classe funcional III segundo a NYHA.

De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de ICFEr do Ministério da Saúde (2024):
“O tratamento farmacológico otimizado da ICFEr é composto por quatro pilares: ARNi (sacubitril/valsartana), betabloqueador, antagonista de receptor mineralocorticoide (ARM) e inibidor de SGLT2 — independentemente da presença de diabetes.”

Justificativa da alternativa B (correta):

A opção B relaciona todas as medicações que promovem redução de mortalidade e hospitalizações em ICFEr:

  • ARNi: Sacubitril/valsartana oferece benefício superior ao IECA isolado em redução de eventos cardiovasculares.
  • ARM: Espironolactona reduz hospitalizações e morte súbita.
  • Betabloqueador: Carvedilol, bisoprolol e succinato de metoprolol promovem remodelamento cardíaco reverso.
  • iSGLT2: Dapagliflozina/empagliflozina reduzem mortalidade cardiovascular, mesmo em não diabéticos (Estudo DAPA-HF, NEJM, 2019).

Todas essas medicações podem ser usadas, pois o perfil laboratorial do paciente (ureia e creatinina normais, K+ < 5,0 mEq/L) está dentro dos parâmetros seguros.

Por que as demais alternativas estão INCORRETAS?

  • A: Omite o iSGLT2, pilar fundamental na terapia atual.
  • C e D: Citam “bloqueador do receptor de angiotensinogênio”, sem indicar o uso de ARNi (mais indicado) e omitem ARM ou iSGLT2, desatualizando o esquema terapêutico.
  • E: Não inclui ARM, que é mandatório para classe III quando função renal e potássio são adequados.

Dica de prova: Fique atento à exigência de listar todas as classes recomendadas pelas diretrizes mais recentes. Palavras como “todas” ou “obrigatórias” costumam delimitar a alternativa correta.

Referência de apoio:
Segundo o PCDT Insuficiência Cardíaca 2024 do Ministério da Saúde: “O tratamento, independente da presença de diabetes, deve contemplar ARNi, betabloqueador, ARM e iSGLT2 em pacientes elegíveis.”

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A questão apresentada refere-se ao manejo farmacológico de um paciente com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), classe funcional III da New York Heart Association (NYHA). A resposta correta é a alternativa B, que inclui o uso de inibidores do receptor da angiotensina/neprilisina, antagonistas do receptor de mineralocorticoide, betabloqueadores e inibidor do cotransporte de sódio-glicose (iSGLT2). Essa combinação terapêutica é recomendada pelas diretrizes atuais devido à sua eficácia na redução da morbidade e mortalidade em pacientes com ICFEr. Os inibidores do receptor da angiotensina/neprilisina (como o sacubitril/valsartan) proporcionam benefícios vasculares e renais adicionais em comparação com o tratamento apenas com inibidores da enzima conversora da angiotensina ou bloqueadores do receptor da angiotensina. Os antagonistas do receptor de mineralocorticoide ajudam a reduzir a retenção de líquidos e o risco de arritmias. Os betabloqueadores melhoram a função cardíaca e reduzem a frequência cardíaca. Por fim, os inibidores do cotransporte de sódio-glicose (iSGLT2) demonstraram reduzir a hospitalização por insuficiência cardíaca e podem melhorar os desfechos cardiovasculares, mesmo em pacientes sem diabetes mellitus, razão pela qual eles são adicionados ao regime. Portanto, a inclusão de todos esses agentes na terapia do paciente em questão é justificada pelas evidências atuais de melhoria nos desfechos clínicos.

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