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Q4038942 Medicina
Um paciente de 60 anos, com histórico de doença arterial coronariana (DAC) multiarterial e disfunção ventricular esquerda (FEVE 40%) apresenta angina estável classe II. Ele está em uso de AAS, estatina, betabloqueador e inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA). O teste ergométrico é positivo para isquemia em baixas cargas. Considerando a DAC multiarterial e a disfunção ventricular, qual a estratégia de revascularização miocárdica que demonstrou maior benefício em termos de sobrevida e redução de eventos cardiovasculares maiores, de acordo com estudos como o SYNTAX e o FREEDOM?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em DAC multiarterial com disfunção ventricular esquerda (FEVE 40%) e isquemia em baixas cargas, o benefício prognóstico mais consistente é da revascularização miocárdica cirúrgica; por isso, a alternativa D é a que melhor atende ao pedido de maior sobrevida e menor taxa de eventos cardiovasculares maiores.

Tema central: Revascularização na DAC multiarterial
Análise das alternativas
A
Errada
A angioplastia com stent farmacológico pode tratar lesões coronarianas e aliviar isquemia, mas não é a estratégia com melhor comprovação de benefício prognóstico global no cenário descrito. Em DAC multiarterial de maior complexidade, com FEVE reduzida e alto risco isquêmico, a comparação entre ICP e CRM favorece a cirurgia em desfechos duros. O erro é confundir menor invasividade e eficácia sintomática da ICP com superioridade em sobrevida.
B
Errada
Está incorreta porque o paciente já usa terapia clínica de base adequada e, ainda assim, apresenta angina e teste ergométrico positivo em baixas cargas, achado que indica carga isquêmica relevante. Quando a pergunta pede a estratégia com maior benefício em sobrevida e redução de eventos maiores, manter apenas tratamento medicamentoso não atende ao objetivo prognóstico deste caso de maior risco.
C
Errada
A contrapulsação externa não é estratégia principal de revascularização com benefício comprovado de sobrevida nesse contexto. Seu papel, quando considerado, é no máximo sintomático/paliativo em casos selecionados, e não substitui uma estratégia de revascularização com impacto prognóstico em DAC multiarterial com disfunção ventricular.
D
Certa
A alternativa D é a correta porque o cenário combina três marcadores de maior gravidade: doença coronariana multiarterial, disfunção ventricular esquerda com FEVE de 40% e isquemia significativa em baixas cargas apesar de tratamento clínico de base. Nessa situação, a decisão não deve ser guiada apenas por controle de angina ou menor invasividade, mas pelo impacto em desfechos duros. A cirurgia de revascularização é a estratégia classicamente mais robusta para melhor sobrevida e menor taxa de eventos cardiovasculares maiores em perfis de doença extensa/complexa e com comprometimento ventricular.
E
Errada
A aterectomia rotacional transluminal percutânea é uma técnica adjunta para preparo de lesões calcificadas durante intervenção percutânea. Não constitui terapia isolada definitiva para DAC multiarterial nem demonstrou o benefício prognóstico pedido na questão. O erro é tratar um método técnico complementar como estratégia final de revascularização.
Pegadinha da questão
A banca contrapõe estabilidade clínica aparente da angina ao verdadeiro critério decisivo, que é risco prognóstico. O termo 'angina estável classe II' pode induzir escolha conservadora ou percutânea, mas FEVE de 40%, DAC multiarterial e isquemia em baixas cargas deslocam a decisão para a estratégia com melhor impacto em sobrevida e eventos maiores.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique se a pergunta cobra alívio sintomático ou benefício prognóstico; isso muda completamente a escolha.
  • Em DAC multiarterial com FEVE reduzida e isquemia importante, pense em estratégia que ofereça revascularização mais duradoura e melhor desfecho duro, não apenas menor invasividade.
  • Teste positivo em baixas cargas é marcador de maior risco isquêmico e enfraquece a opção de conduta exclusivamente conservadora.
  • Não confunda técnica adjuvante de ICP ou terapia sintomática com estratégia de revascularização capaz de reduzir mortalidade e eventos maiores.

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