Homem de 69 anos, ex-tabagista (20 maços-ano) parou há 3 ano...

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Q3884347 Medicina
Homem de 69 anos, ex-tabagista (20 maços-ano) parou há 3 anos, procura avaliação médica mesmo sem queixas, para avaliação preventiva. Nunca realizou exames para aneurisma de aorta. Em relação a esse paciente, a recomendação atual para rastreio de aneurisma de aorta abdominal (AAA) é a seguinte:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Pela recomendação da USPSTF, homens de 65 a 75 anos que já fumaram devem realizar rastreamento único de aneurisma de aorta abdominal com ultrassonografia; como o paciente tem 69 anos, é ex-tabagista e está assintomático, a alternativa correta é a ultrassonografia abdominal única.

Tema central: Rastreamento de AAA
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A corresponde ao método e à periodicidade recomendados para rastreamento de aneurisma de aorta abdominal nesse perfil: homem entre 65 e 75 anos, com história de tabagismo e sem sintomas. O fundamento específico é a diretriz de rastreamento para esse grupo de risco, que define ultrassonografia abdominal como exame inicial e único, não angiotomografia e não repetição anual rotineira após rastreio negativo.
B
Errada
Está errada porque angiotomografia não é o exame inicial de rastreamento em paciente assintomático. Pela base, ela pode ter papel em avaliação anatômica detalhada, planejamento terapêutico ou investigação de sintomas/complicações, mas não substitui a ultrassonografia como método de triagem populacional. Além disso, expõe desnecessariamente a radiação e contraste nesse contexto.
C
Errada
Está errada porque nega uma indicação que existe exatamente para este perfil. A base é explícita: homens de 65 a 75 anos com história de tabagismo constituem o grupo clássico com benefício de rastreamento para AAA. Aqui, a idade não afasta o rastreio; ela compõe o critério que o indica.
D
Errada
Está errada porque troca rastreamento por investigação diagnóstica. Esperar dor abdominal para pedir tomografia significa só investigar doença sintomática, o que contraria a lógica preventiva do rastreio. No paciente assintomático de risco, a conduta correta é rastreamento antecipado com ultrassonografia abdominal.
E
Errada
Está errada porque a periodicidade proposta não é a recomendada para esse cenário. A base afirma que, para homem de 65 a 75 anos que já fumou e nunca foi rastreado, a estratégia indicada é exame único. Não há indicação de ultrassonografia anual rotineira se o rastreio inicial for negativo.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre rastreamento e investigação diagnóstica e também a ideia errada de que ex-tabagista deixaria de entrar no grupo de risco; para AAA, o critério é já ter fumado, e no assintomático o exame é ultrassonografia única.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer homem de 65 a 75 anos que já fumou, pense em rastreamento único de AAA por ultrassonografia abdominal.
  • Diferencie rastreamento de investigação: paciente assintomático de risco vai para ultrassonografia; TC/angio-TC não é exame inicial de triagem.
  • Ex-tabagista continua contando como 'ever smoked'; o fato de ter parado de fumar não retira a indicação nesse contexto.
  • Não confunda exame único de rastreio com seguimento de aneurisma já detectado.

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