Sobre o retinoblastoma, tumor maligno primário mais comum na...
Gabarito comentado
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O tema central da questão é o retinoblastoma, que é o tumor maligno primário mais comum na infância e possui características clínicas e de diagnóstico específicas. Vamos analisar cada alternativa para entender a razão pela qual a alternativa B é a incorreta.
A - Leucocoria e estrabismo representam os sinais mais comuns.
Essa afirmação está correta. Leucocoria (reflexo pupilar branco) e estrabismo são, de fato, os sinais mais comuns do retinoblastoma. Leucocoria é frequentemente o primeiro sinal notado pelos pais ou pediatras e é um indicativo importante para a investigação precoce do tumor. Referências como o Harrison's Principles of Internal Medicine confirmam esses achados.
B - Nos casos somáticos, o diagnóstico geralmente é mais precoce que nos germinais.
Esta é a afirmação incorreta. Nos casos de retinoblastoma de origem germinal (hereditário), o diagnóstico tende a ser mais precoce, muitas vezes logo após o nascimento ou nos primeiros anos de vida, devido à predisposição genética e à possibilidade de múltiplos tumores. Já nos casos somáticos (não hereditários), o tumor geralmente surge mais tardiamente, uma vez que não há predisposição genética. Portanto, a detecção costuma ser mais tardia.
C - A ecografia demonstra lesões únicas ou múltiplas, irregulares, com refletividade interna heterogênea e calcificações intralesionais grosseiras na maioria dos casos.
Esta afirmação está correta. A ecografia ocular é uma ferramenta de diagnóstico importante para o retinoblastoma, pois permite a visualização de calcificações intralesionais, que são altamente sugestivas desse tumor. As lesões observadas na ecografia são, de fato, frequentemente heterogêneas e podem apresentar calcificações grosseiras.
D - Segundo a Classificação Internacional do Retinoblastoma, tumores pequenos intrarretinianos (< 3 mm), que se encontram mais de 4 mm da fovéola e 1,5 mm do disco óptico, possuem risco de perda ocular muito baixo.
Esta afirmação é correta. A Classificação Internacional do Retinoblastoma categoriza os tumores de acordo com o tamanho, localização e risco de perda ocular. Tumores pequenos, que estão distantes das estruturas críticas como a fovéola e o disco óptico, têm um risco muito baixo de levar à perda ocular, uma vez que são mais acessíveis ao tratamento conservador.
Para resolver questões como essa, é importante entender as diferenças entre formas hereditárias e não hereditárias da doença e os métodos de diagnóstico, como a ecografia. Esses conhecimentos ajudam a interpretar corretamente as afirmações e a identificar inconsistências. Mantenha-se sempre atualizado com diretrizes médicas e revisões clínicas.
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