Paciente de 35 anos, sexo feminino, apresenta desenvolviment...

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Q3455755 Odontologia
Paciente de 35 anos, sexo feminino, apresenta desenvolvimento de um abscesso perirradicular agudo (infecção) após a intervenção em um canal com polpa viva (sem infecção).

Essa infecção é denominada infecção
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Tema central: classificação das infecções endodônticas. Em Endodontia, as infecções do sistema de canais são categorizadas em intrarradiculares (primária, secundária e persistente) e extraradiculares. Essa taxonomia ajuda a entender a origem dos microrganismos e a conduta clínica.

Alternativa correta: C — Infecção intrarradicular secundária

Quando a polpa era viva (estéril) e, após a intervenção, ocorre abscesso perirradicular agudo, o quadro indica contaminação iatrogênica do canal (durante o acesso, isolamento inadequado, irrigação/aspiração contaminadas ou infiltração coronária). Nesses casos, a infecção é dita intrarradicular secundária, pois os microrganismos foram introduzidos durante ou após o tratamento e desencadearam inflamação periapical aguda e supuração. Referências: Cohen’s Pathways of the Pulp (Hargreaves & Berman), Siqueira & Rôças – Endodontic Microbiology; Diretrizes AAE e ESE sobre controle de infecção e qualidade do tratamento endodôntico.

Por que as demais estão incorretas?

  • A — Intrarradicular persistente: refere-se a microrganismos que permanecem em um canal previamente infectado, apesar do tratamento (p. ex., Enterococcus faecalis). Aqui, a polpa era vital, logo não havia infecção prévia.
  • B — Intrarradicular primária: ocorre em dentes com polpa necrosada antes de qualquer intervenção, por invasão bacteriana a partir da cárie/periodonto. Não é o caso de polpa viva.
  • D — Concomitante: descreve coexistência de doença periodontal e endodôntica sem relação causal direta. O quadro foi deflagrado pelo procedimento endodôntico, não por doença periodontal concomitante.
  • E — Extraradicular “reversa”: “reversa” não é classificação aceita. Infecções extrarradiculares ocorrem nos tecidos periapicais (p. ex., abscesso, actinomicoses) e geralmente são consequência de infecção intrarradicular. A origem aqui é o canal contaminado após o tratamento.

Achados e raciocínio clínico: o abscesso perirradicular agudo cursa com dor intensa, sensibilidade à percussão, edema/flutuação, possível trismo e, às vezes, sinais sistêmicos. O gatilho típico após manipulação de um canal previamente estéril aponta para contaminação iatrogênica → infecção intrarradicular secundária.

Conduta resumida (AAE/ESE): descompressão por acesso e drenagem, instrumentação e irrigação vigorosa com NaOCl, medicação intracanal com hidróxido de cálcio, ajuste oclusal, selamento provisório efetivo. Antibióticos apenas se houver disseminação sistêmica (celulite, febre) ou impossibilidade de drenagem; analgesia com AINEs/acetaminofeno.

Pegadinha de prova: destaque palavras-chave como “polpa viva” e “após a intervenção”. Elas excluem “primária” e “persistente” e apontam diretamente para secundária.

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Infecção primária: antes de qualquer tratamento

Infecção secundário: após intervenção endodôntica

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