Primigesta, de risco habitual, com 33 semanas de gestação, r...

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Q2583709 Medicina

Primigesta, de risco habitual, com 33 semanas de gestação, refere contrações regulares há 2 horas. Nega perdas vaginais. Pré-natal sem intercorrências. Faz uso apenas de sulfato ferroso. Ao exame: PA de 125/80 mmHg, altura uterina de 30 cm, duas contrações em 10 minutos, colo médio e impérvio. Para estabelecer o diagnóstico de verdadeiro trabalho de parto pré-termo, são condutas adequadas:


I. Observação da paciente por 4 horas.

II. Medida do comprimento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal.

III. Teste de fibronectina fetal.


Quais estão corretas?

Alternativas

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Tema central: Diagnóstico do trabalho de parto pré-termo (TPP)

O trabalho de parto pré-termo é definido pela presença de contrações uterinas regulares com progressão do colo uterino entre 20 e 36 semanas e 6 dias. Distinguir entre verdadeiro trabalho de parto e episódios de contrações sem repercussão cervical (“trabalho de parto falso”) é fundamental para evitar condutas desnecessárias ou atrasar intervenções.

Justificativa para a alternativa correta (E):

I. Observação da paciente por 4 horas: Essencial para avaliar a evolução do quadro. Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, é recomendado manter a gestante em observação para reavaliação clínica e exame físico, pois o diagnóstico diferencial entre trabalho de parto verdadeiro e falso exige acompanhamento do ritmo das contrações e alterações do colo (p. 210).

II. Medida do comprimento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal: Importante preditor de risco para TPP. Diretrizes nacionais e internacionais apontam que um colo <25mm antes de 34 semanas aumenta significativamente o risco de prematuridade, o que direciona condutas como uso de progesterona ou cerclagem, conforme indicação.

III. Teste de fibronectina fetal: A fibronectina fetal é um marcador bioquímico. Sua presença na secreção vaginal entre 22-34 semanas sugere maior risco de TPP nas próximas semanas. O teste tem alto valor preditivo negativo; se negativo, o risco de parto prematuro nas próximas duas semanas é muito baixo (<10%).

Por que as outras alternativas estão incorretas?

- As alternativas A, B, C e D subestimam o valor de uma abordagem combinada. O diagnóstico preciso exige múltiplas ferramentas complementares. Considerar só uma ou duas estratégias é conduta incompleta e não segue as recomendações de protocolos oficiais.

Dica para provas: Questões desse tipo cobram a junção de dados clínicos e exames complementares. Desconfie de alternativas que usam somente partes do processo diagnóstico para situações complexas como o TPP! Fique atento às palavras “apenas” e à necessidade de decisões baseadas em evidências e protocolos nacionais.

Diretriz aplicada: O Manual de Gestação de Alto Risco do MS reforça: “Será necessário manter a gestante por um período de observação... buscando mais elementos para o diagnóstico correto” (p. 210). A SBUS e a SOBRAMEF recomendam ultrassonografia transvaginal para mensuração do colo, e a literatura internacional apoia o uso da fibronectina fetal.

Portanto, a resposta correta é: E) I, II e III.

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