Relaciona-se à incapacidade total ou parcial do útero se co...

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Q3546953 Medicina
Relaciona-se à incapacidade total ou parcial do útero se contrair após a dequitação:
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Tema central:

O tema aqui é hemorragia pós-parto, mais especificamente a fisiopatologia da atonia uterina, principal causa desse quadro. É fundamental que o médico reconheça prontamente esse cenário, dada sua gravidade e potencial risco à vida materna.

Justificativa da alternativa correta (A – Atonia):

Atonia uterina é a incapacidade total ou parcial do útero de se contrair eficientemente após a dequitação. Com isso, ocorre falha no fechamento dos vasos do leito placentário, resultando em hemorragia significativa. Segundo o Manual Técnico – Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, “a permanência de restos ovulares na cavidade uterina por placentação anômala ou expulsão incompleta da placenta após o nascimento é outra causa que pode determinar sangramento aumentado, por interferir na contração uterina”.

A atonia é responsável por cerca de 70-80% dos casos de hemorragia pós-parto, conforme consensos internacionais (OMS, UpToDate). Os fatores de risco incluem: distensão uterina, trabalho de parto prolongado, uso de ocitocina por tempo prolongado, infecção e multiparidade.

Crítica às alternativas incorretas:

B) Lacerações: São lesões traumáticas do canal do parto, que causam sangramento até mesmo quando o útero está bem contraído, mas não se relacionam à incapacidade contrátil uterina.

C) Retenção placentária: Caracteriza-se pela permanência de fragmentos placentários na cavidade uterina, podendo causar hemorragia, mas a fisiopatologia central é a presença do tecido, não a incapacidade contrátil do útero (embora restos possam secundariamente favorecer atonia).

D) Coagulopatias: São distúrbios da hemostasia sistêmica; podem agravar hemorragias, porém não têm relação causal com a capacidade contrátil uterina.

E) Hematomas: Resultam do extravasamento de sangue em tecidos devido a traumas obstétricos, independentemente da contratilidade uterina.

Dicas de prova:

Observe sempre palavras-chave no enunciado, como “após a dequitação” e “incapacidade de contrair”, pois direcionam diretamente para atonia uterina. Evite confundir com causas traumáticas ou hematológicas do sangramento.

Resumo prático:

Atonia = útero flácido após a dequitação, sangramento uterino abundante e difuso. Diagnóstico é essencialmente clínico: útero amolecido, aumentado e com sangramento transvaginal. O tratamento prevê uterotônicos, massagem uterina e, se necessário, condutas cirúrgicas, seguindo protocolos como os do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde.

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