Leia com atenção a notícia publicada no dia 17 de janeiro de...
Quem foi Joseph Goebbels, líder nazista citado por Secretário da Cultura
Considerado o braço direito de Adolf Hitler, Joseph Goebbels se tornou uma das figuras de maior destaque no governo nazista da Alemanha, que durou entre 1933 e 1945. Ele foi nomeado Ministro da Propaganda e era o principal articulador do setor de informação do regime, fomentando ideias antissemitas e de apoio ao partido. Na madrugada de hoje (17), Goebbels voltou ao noticiário após um vídeo publicado pela Secretaria Especial da Cultura do governo brasileiro, em que o secretário Roberto Alvim faz um discurso com alusões a um pronunciamento do nazista.
No vídeo, Alvim anuncia os planos de financiamento à cultura de sua gestão e diz que “a arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada a aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”.
A frase é bastante parecida com uma dita pelo lacaio de Hitler na década de 1930: “a arte alemã da próxima década será heroica, romântica, objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grandes padrões e imperativa e vinculante, ou então não será nada”.
Mais tarde, o secretário negou que havia copiado Goebbels e disse que tudo não passava de uma “infeliz coincidência”, mas que a frase usada era “perfeita”. Outros elementos do vídeo, como a retórica, a estética e a música de fundo — uma ópera de Richard Wagner, considerada a favorita de Hitler — levaram internautas, políticos e ativistas a ampliar a comparação com o regime nazista. A repercussão foi tanta que o Secretário da Cultura foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro no início da tarde de hoje. No Twitter, Bolsonaro classificou o pronunciamento como “infeliz”.
Fonte: https://super.abril.com.br/historia/quem-foi-joseph-goebbels-lider-nazista-citado-por-secretario-da-cultura/ Acesso em 24 de fev. 2020.
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: Interpretação de texto, com ênfase em semântica (significado exato de palavras/expressões) e coerência textual.
A questão exige que o candidato analise as informações expressas no texto e identifique qual alternativa oferece um dado equivocado em relação ao que foi explicitamente dito.
Alternativa correta: E
Justificativa: O verbo “assentir” significa concordar, admitir, aprovar. No texto, porém, o secretário Roberto Alvim nega que tenha copiado Goebbels, alegando que tudo foi uma “infeliz coincidência”. Isso fere a coerência textual: não há admissão de referência, muito pelo contrário. Portanto, a Alternativa E está equivocada, pois contradiz o que o texto diz (ver Bechara, "Moderna Gramática Portuguesa", sobre precisão semântica).
Análise das alternativas incorretas:
A) Correta pelo texto: Goebbels é descrito como "principal articulador do setor de informação" e fomentador de ideias antissemitas (atenção ao termo “preconceito contra judeus”, explícito no texto).
B) O texto informa que retórica, música e outros elementos do vídeo foram destacados por internautas, políticos e ativistas na comparação com o nazismo. Está em conformidade.
C) O secretário chamou a frase de “perfeita”; o presidente, de “infeliz”. Aqui pode haver uma pegadinha, pois os adjetivos são diferentes: “perfeita” ≠ “infeliz”. Porém, a questão pedia a informação equivocada, que já está na E.
D) Correta: a demissão foi posterior ao vídeo e ao pronunciamento de Alvim, conforme indica o próprio texto (“foi demitido pelo presidente... no início da tarde de hoje”).
Estratégia de prova: Em questões de interpretação, confira sempre se o verbo empregado na alternativa (como “assentir”) corresponde, de fato, ao comportamento ou fala relatados no texto base. Verifique o texto literal e não se deixe enganar por aproximações de sentido.
Segundo Celso Cunha & Lindley Cintra (Nova Gramática), “coerência textual é a harmonia e consistência das informações do texto”. E Bechara ressalta: a interpretação deve apoiar-se no significado preciso das palavras, não em suposições.
Resumo da regra-chave: Uma assertiva é errada se apresenta dado contraditório ao texto, violando coerência e semântica.
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