Homem, 64 anos, diabético, busca atendimento por histórico ...

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Q4069872 Medicina
Homem, 64 anos, diabético, busca atendimento por histórico de sangramento anal há 4 meses. Iniciou-se investigação diagnóstica com colonoscopia, que evidenciou lesão ulcerovegetante em cólon sigmoide, cuja biopsia confirmou se tratar de um adenocarcinoma. As tomografias para estadiamento (tórax e abdome) não evidenciaram lesões a distância, porém mostraram espessamento parietal do sigmoide com densificação da gordura pericolônica e linfonodomegalia regional (dimensão máxima de 1,8 cm). O paciente foi submetido à abordagem cirúrgica local oncológica. O laudo do anatomopatológico descreveu: adenocarcinoma moderadamente diferenciado, com invasão do tecido adiposo pericolônico, sem sinais de perfuração. A análise linfonodal revelou 5 de 23 linfonodos positivos para metástase. Com base no caso apresentado, assinale a alternativa que apresenta corretamente o estadiamento patológico do paciente.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: No câncer de cólon, invasão do tecido adiposo pericolônico define pT3; 5 linfonodos regionais positivos definem pN2a; sem metástases a distância, o estadiamento é M0. Assim, pT3N2aM0 corresponde a estádio IIIB.

Tema central: Estadiamento TNM do câncer de cólon
Análise das alternativas
A
Errada
O erro está no N. N1b corresponde a 2 a 3 linfonodos regionais positivos, mas o caso tem 5 linfonodos metastáticos, o que define N2a. Mantido esse erro nodal, o agrupamento em estádio IIIA também fica incorreto.
B
Errada
O erro está no T. T4a exige penetração da superfície do peritônio visceral, e o laudo não descreve isso; descreve apenas invasão do tecido adiposo pericolônico, que caracteriza T3. O N2a e o estádio IIIB são compatíveis com 5 linfonodos positivos, mas a alternativa cai por superestadiar o tumor primário.
C
Errada
Há dois erros objetivos. Primeiro, T4a está incorreto pelo mesmo motivo: gordura pericolônica isoladamente define T3, não T4a. Segundo, N3 não é categoria válida no TNM do câncer de cólon neste contexto; as categorias nodais aplicáveis são N0, N1a, N1b, N1c, N2a e N2b. Portanto, a alternativa usa classificação nodal inadequada e ainda erra o estádio.
D
Certa
A alternativa D é a única que respeita os critérios patológicos decisivos do caso. O componente T é pT3 porque o anatomopatológico descreve invasão do tecido adiposo pericolônico, sem elemento que caracterize penetração do peritônio visceral ou invasão de órgãos adjacentes, o que excluiria T4. O componente N é pN2a porque houve metástase em 5 de 23 linfonodos regionais, e a categoria N2a corresponde a 4 a 6 linfonodos positivos. O componente M é M0, já que o enunciado informa ausência de lesões a distância. No agrupamento por estádios do câncer de cólon, pT3N2aM0 corresponde a estádio IIIB.
E
Errada
N1c está incompatível com o caso. Essa categoria só se aplica quando não há linfonodos regionais positivos e existem depósitos tumorais no tecido subseroso/mesentérico/pericólico. Aqui há 5 linfonodos metastáticos no anatomopatológico, o que exclui N1c e impõe N2a. Por isso, o estádio IIIA também está errado.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tomar invasão da gordura pericolônica como T4a, quando isso ainda é T3, e esquecer que o N patológico é definido pelo número de linfonodos positivos no anatomopatológico, não pela linfonodomegalia da tomografia.
Dica para questões semelhantes
  • No cólon, gordura pericolônica invadida após a muscular própria = T3; T4a só existe com comprometimento do peritônio visceral.
  • Para N patológico, conte os linfonodos positivos: 2-3 = N1b, 4-6 = N2a.
  • N1c só pode ser usado se não houver linfonodos regionais positivos.
  • Depois de definir T, N e M, confira o agrupamento por estádio; acertar o TNM e errar o estádio final é uma pegadinha comum.

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