Em relação à prevenção de toxicidade cardiovascular durante ...

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Q4238535 Medicina
Em relação à prevenção de toxicidade cardiovascular durante o tratamento com quimioterapia, assinale a alternativa correta. 
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na cardio-oncologia, a prevenção prática da toxicidade cardiovascular associada à quimioterapia se baseia em avaliação basal e monitorização periódica da função cardíaca, com o ecocardiograma como principal método não invasivo. Como o enunciado pergunta pela medida correta em termos gerais, a alternativa B é a única compatível com essa vigilância seriada; A, C e D propõem condutas universais ou indevidas.

Tema central: Cardiotoxicidade por quimioterapia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque ácido acetilsalicílico não é profilaxia universal de cardiotoxicidade por quimioterapia. O erro médico é transformar uma medicação com indicações selecionadas em estratégia indiscriminada para todos os pacientes oncológicos. Além de não corresponder à prevenção específica da toxicidade cardiovascular do tratamento, essa conduta pode aumentar risco hemorrágico, especialmente em cenários oncológicos com trombocitopenia ou mucosite.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o ecocardiograma é método central de vigilância em pacientes expostos a quimioterápicos potencialmente cardiotóxicos. Ele permite acompanhamento seriado da função ventricular, inclusive queda da fração de ejeção e outras alterações antes de insuficiência cardíaca manifesta, o que sustenta sua utilização como estratégia prática de detecção precoce e prevenção de desfechos cardiovasculares mais graves. A própria base ressalta que a frequência exata varia conforme risco e droga utilizada, mas isso não invalida a correção da ideia central da alternativa.
C
Errada
Está errada porque história familiar de doença cardíaca, isoladamente, não é critério para suspender quimioterapia. Esse dado aumenta a atenção ao risco cardiovascular, mas a conduta correta é estratificar risco, avaliar função cardíaca basal e monitorar durante o tratamento. Suspensão de quimioterapia exige base clínica objetiva e análise risco-benefício relacionada ao agente utilizado e à avaliação cardio-oncológica, não apenas antecedente familiar.
D
Errada
Está errada porque betabloqueadores não têm indicação preventiva universal em todos os pacientes oncológicos. A base admite que fármacos cardioprotetores podem ser considerados em subgrupos específicos, mas isso não autoriza uso indiscriminado. O erro da alternativa é propor profilaxia farmacológica para toda a população oncológica sem individualização de risco, indicação formal ou consideração de efeitos hemodinâmicos e adversos.
Pegadinha da questão
A banca usa a palavra "prevenção" para induzir escolha de intervenção farmacológica, mas o ponto correto é que, nesse contexto, a medida geral validada é vigilância com ecocardiograma; além disso, as alternativas erradas apelam para linguagem absoluta como "em todos os pacientes".
Dica para questões semelhantes
  • Em cardio-oncologia, diferencie profilaxia farmacológica universal de monitorização estruturada: a segunda é a base geral da prevenção prática da cardiotoxicidade.
  • Desconfie de alternativas com "em todos os pacientes" quando tratam de prevenção cardiovascular durante quimioterapia.
  • História familiar isolada aumenta vigilância, mas não equivale a contraindicação ou suspensão automática do tratamento oncológico.

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