Sobre as diretrizes atuais do rastreamento do câncer do col...

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Q4069868 Medicina
Sobre as diretrizes atuais do rastreamento do câncer do colo de útero no Brasil, assinale a alternativa correta.
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A diretriz brasileira vigente de rastreamento do câncer do colo do útero recomenda o teste de DNA-HPV oncogênico com genotipagem parcial ou estendida como método primário em população-alvo assintomática, o que torna correta a alternativa C e afasta as opções que descrevem rastreamento em sintomáticos, coteste universal ou exclusão inadequada de pessoas com colo do útero.

Tema central: Rastreamento do colo do útero
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a elegibilidade para rastreamento não é excluída pela identidade de gênero. A base oficial informa que homens trans e pessoas não binárias designadas mulher ao nascer podem estar contemplados quando possuem colo do útero. O critério médico relevante é a presença da estrutura anatômica em risco, não a identidade de gênero.
B
Errada
Está errada porque rastreamento populacional é medida de prevenção secundária voltada a pessoas assintomáticas. Na presença de sintomas, o contexto deixa de ser rastreio e passa a ser investigação diagnóstica dirigida. Aplicar protocolo de rastreamento a sintomáticos contraria o próprio conceito clínico e epidemiológico de rastreamento.
C
Certa
A alternativa C coincide com a recomendação oficial vigente: o rastreamento organizado do câncer do colo do útero no Brasil passou a adotar o teste molecular para DNA-HPV oncogênico com genotipagem como exame primário. O detalhe "genotipagem parcial" é compatível com a diretriz, que admite genotipagem parcial ou estendida. Portanto, essa opção reproduz o critério técnico atualmente adotado.
D
Errada
Está errada porque a diretriz atual não recomenda coteste universal com citologia e DNA-HPV realizados simultaneamente como rotina de rastreamento primário. O exame primário é o DNA-HPV; a citologia pode ter papel em fluxos específicos, como teste reflexo, mas não como realização simultânea universal.
E
Errada
Está errada porque não há recomendação rotineira de rastreamento em mulheres sem história de atividade sexual com a justificativa de procurar lesões não relacionadas ao HPV. O racional do rastreamento cervical está centrado no risco de lesões associadas ao HPV, e a ausência de história sexual reduz de forma decisiva a pertinência desse rastreio de rotina.
Pegadinha da questão
A banca explora atualização de diretriz: quem lembrar apenas do modelo antigo baseado em citologia pode errar a C; além disso, usa confusões clássicas entre rastreamento e investigação diagnóstica e entre identidade de gênero e presença de colo do útero.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão pedir diretriz atual de rastreamento no Brasil, verifique se houve mudança do método primário; aqui, o ponto decisivo era a adoção do DNA-HPV oncogênico com genotipagem.
  • Separe sempre rastreamento de diagnóstico: rastreamento é para assintomáticos; sintomático sai do protocolo de rastreio e entra em investigação.
  • Em rastreamento do colo do útero, a inclusão populacional depende da presença de colo uterino na pessoa elegível, não apenas do gênero declarado.
  • Quando aparecer "simultaneamente" entre citologia e DNA-HPV, suspeite de erro se a diretriz vigente adotar teste molecular primário com uso não universal da citologia.

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