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Q2134165 Medicina

Leia o caso clínico.


Um médico, ao examinar uma paciente que tem se sentido dispneica e apresentou um episódio recente de síncope, encontra um sopro sistólico em diamante (crescente e decrescente) audível em todos os focos do precórdio que irradia para a fúrcula e pescoço, presença de quarta bulha cardíaca, pulso arterial parvus-tardus, pressão arterial convergente e estertores finos na ausculta pulmonar.


Qual é a hipótese clínica? 

Alternativas

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Tema central: O enunciado explora sinais e sintomas clássicos das valvopatias cardíacas, exigindo do candidato a capacidade de correlacionar achados semiológicos ao diagnóstico correto. O conhecimento do padrão de sopros, alterações no pulso e manifestações clínicas diferenciações é crucial.

Justificativa da alternativa correta (D – Estenose aórtica):

O caso traz dispneia e síncope — dois sintomas típicos da estenose aórtica severa. O sopro sistólico em diamante (crescendo-decrescendo), audível em todos os focos e com irradiação para fúrcula e pescoço, caracteriza a lesão obstrutiva da valva aórtica. O pulso parvus-tardus é descrito classicamente como “baixo e tardio”, reforçando o diagnóstico. A presença de quarta bulha indica hipertrofia do VE. Segundo a “Atualização das Diretrizes Brasileiras de Valvopatias – 2020”: ‘O sopro sistólico ejetivo em crescendo-decrescendo, principalmente com irradiação para carótidas, assim como pulso parvus et tardus, são achados cardinais da estenose aórtica significativa’ (p.38).

Análise das alternativas incorretas:

A) Estenose mitral: Geraria sopro diastólico (não sistólico), com reforço pré-sistólico, mais audível no foco mitral e sem irradiação para carótidas.

B) Insuficiência mitral: Produz sopro holossistólico, audível melhor no foco mitral e irradia para axila, não para pescoço.

C) Insuficiência aórtica: Causa sopro diastólico aspirativo, mais audível ao final da expiração, associado a pulso “martelo d’água” (amplitude aumentada, não diminuída).

Estratégia de Prova:

A leitura detalhada dos achados semiológicos é fundamental. Sinais como pulso parvus-tardus e irradiação do sopro para as carótidas são quase patognomônicos de estenose aórtica. Cuidado com pegadinhas: alternância entre “sistólico” e “diastólico”, pontos de irradiação e sintomas de baixo débito devem ser confrontados.

Síntese Final: O quadro clínico e semiológico descrito fecha diagnóstico para estenose aórtica, respaldado por recomendações tanto nacionais quanto internacionais (Sociedade Brasileira de Cardiologia, Harrison’s, UpToDate).

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A hipótese clínica é Estenose Aórtica, que é caracterizada por um sopro sistólico em diamante audível em todos os focos do precórdio, irradiação para fúrcula e pescoço, presença de quarta bulha cardíaca, pulso arterial parvus-tardus e pressão arterial convergente. A presença de estertores finos na ausculta pulmonar também pode indicar insuficiência cardíaca. A estenose aórtica é uma doença cardíaca na qual a válvula aórtica é estreitada, o que dificulta a passagem do sangue do ventrículo esquerdo para a aorta. Essa condição pode levar a problemas graves, como insuficiência cardíaca e morte súbita. Por isso, é importante que o médico realize um diagnóstico preciso e inicie o tratamento o mais rápido possível.

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