Sobre a formação e a grafia das palavras “ex-diretor”, “cri...

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Leia o texto a seguir para responder à questão.

DeepSeek, OpenAI, Microsoft, Alibaba, a água, a
Amazônia e a COP30


'Busca profunda' que devemos almejar é ampliar a consciência hídrica dos povos; avanço da inteligência artificial depende de recurso escasso


Adriano Stringhini Professor da Fundação Dom Cabral, é membro do Imagine Brasil, do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da FGV e do “Todos pela COP30”; ex-diretor da Sabesp


    Muito se tem falado sobre inteligência artificial após as versões 4.0 de DeepSeek e Alibaba surgirem. A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, diz que “iremos beber da fonte”. É nesse contexto que ouso emitir parcas reflexões sobre o impacto ambiental do avanço da IA no consumo de água e energia.

    Horas na Netflix, redes sociais, e-mails, transacionar criptomoedas. Tudo isso pede uma colossal infraestrutura global, “cidades data centers” e cabos que dariam mais de 80 voltas na Terra. Alimentar as plataformas online exige mais potência das máquinas, o que implica maior consumo de água e energia.

    A Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que, em 2022, os data centers consumiram 460 terawatt-hora (TWh) de energia no planeta. Com o crescimento da IA, esse consumo aumentará para 1.050 TWh até 2026. O valor é o dobro do consumo anual de energia elétrica no Brasil, de aproximadamente 500 TWh. [...]

    Esses sistemas, a pleno vapor, precisam de ventilação para evitar o superaquecimento. Esse resfriamento, para ser eficiente (leia-se menor custo), utiliza muita água, um recurso escasso. Além disso, sabemos que os chips usados no treinamento de IA consomem muito mais água do que os de servidores comuns (acelerado pelo forte investimento em IA generativa em 2022). [...]

    Diante desse cenário, é preciso “beber da fonte”, mas devemos lembrar que nós somos a fonte. Brasil e a Amazônia são a fonte principal de água do mundo, que, ao final, é essencial para sistemas de IA. Água é energia — e, como bem lembrou o filme Matrix (1999), não há inteligência artificial sem energia.

    A Amazônia é um oceano subterrâneo, com volume total de 162 mil quilômetros cúbicos, o que é chamado pelos cientistas de Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga). Essa água nutre toda a vida da Amazônia, do planeta. O Saga seria capaz de abastecer o planeta inteiro durante 250 anos. São mais de 150 quatrilhões de litros de água doce, o nosso verdadeiro petróleo.

    Frise-se: não estou sugerindo que se use água da Amazônia para resfriar data centers. O que proponho aqui é que a sociedade gaste tempo no Google pesquisando mais sobre como economizar água e levar saneamento para todos em vez de gastá-la pesquisando no Google, ChatGPT e DeepSeek qual dos três é melhor ou pior, ou mais ou menos seguro. Afinal, sem água no mundo, nenhum dos três irá funcionar.

    Na COP30, que ocorrerá em Belém, em novembro, teremos a oportunidade de falar sobre a importância de ampliar o reúso da água para a refrigeração dos data centers, mas, principalmente, alertar o mundo sobre a necessidade de preservar a “Amazônia hídrica”, os rios voadores e os rios/oceanos subterrâneos. [...]

    Sem verde não há água; sem água não há verde; sem verde e sem água não há vida — nem natural nem artificial. Essa é a verdadeira “busca profunda” (“deep seek”) que devemos almejar: ampliar a resiliência e a consciência hídrica dos povos.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/02/deepseekopenai-microsoft-alibaba-a-agua-a-amazonia-e-a-cop30.shtml. Acesso em: 26 mar. 2025. 
Sobre a formação e a grafia das palavras “ex-diretor”, “criptomoedas”, “infraestrutura”, “superaquecimento”, “subterrâneo” e “reúso”, presentes no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Comentários

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Mensalidade em dia e comentários faltando.

OBS: acertei a questão, mas gostaria de explicações.

Neste caso, para matar a questão, foi preciso somente fazer a separação silábica da palavra “ reúso “.

Todo hiato é um como se fosse um dente a mais. Se você organizar todos os outros, ele acaba sempre sobrando kkkk

#PCBAestaremoslá

acertei, coloquem os comentários ...

Hiato 

  • Encontro de vogais que se separam nas sílabas  

Ex.: Sa-ú-de 

 

Ditongo 

Encontro de uma semivogal + vogal e vice e versa  

  • Separação silábica as vogais irão ficar juntas 

“ex-diretor” é grafado com hífen porque é composição.

Cuidado: o motivo principal do hífen NÃO é o processo de formação.

O hífen ocorre por regra específica do prefixo “ex-” (sempre com hífen: ex-aluno, ex-presidente).

Além disso, a palavra é derivação prefixal, não composição.

Errada.

“reúso”

Temos a sequência e + u: re + uso.

Sem acento ficaria “reuso” → poderia ser lido como reu-so (ditongo).

O acento indica que o u é tônico e separado:

re-ú-so → hiato.

Função do acento: marcar hiato.

✔️ Correta.

“Todas são derivação sufixal”

Claramente falso:

  • ex-diretor → prefixal
  • infraestrutura → prefixal
  • subterrâneo → prefixal
  • criptomoedas → composição (cripto + moedas)

Errada.

superaquecimento → aquecimento excessivo

sobre-aquecimento → aquecimento em cima ❌

O prefixo sobre- também pode indicar excesso:

  • sobrecarregar = carregar demais
  • sobrepeso = peso excessivo

Portanto, a afirmação está errada.

“reúso” sem hífen porque começa com letra diferente de “e”.

Essa regra não existe.

O correto:

  • prefixo re- nunca usa hífen (salvo exceções raríssimas).

Errada.

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