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Q4238026 Medicina
Mulher, 28 anos de idade, IMC de 30,5 kg/m², procura atendimento por queixa de sonolência excessiva diurna. Trabalha desde os 18 anos de idade e relata que gasta cerca de 3 horas por dia no deslocamento até o trabalho. Há 3 anos, frequenta faculdade noturna, mantendo jornada dupla. Refere dormir cerca de 5 horas por noite e percebe piora progressiva da sonolência, que tem comprometido seu desempenho acadêmico e profissional. Nega roncos. Considerando o quadro descrito, assinale a alternativa que apresenta as hipóteses diagnósticas mais prováveis. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O dado central do caso é a privação crônica de sono: dormir cerca de 5 horas por noite, há anos, em contexto de dupla jornada e longo deslocamento, é explicação suficiente para sonolência excessiva diurna e obriga a presença de restrição de sono entre as hipóteses. Apneia obstrutiva do sono e hipotireoidismo permanecem apenas como diferenciais plausíveis.

Tema central: Sonolência excessiva diurna
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque omite a hipótese mais evidente do caso, que é restrição crônica de sono, e inclui dois diagnósticos sem sustentação clínica. Insônia não se caracteriza por dormir pouco por falta de tempo, mas por dificuldade para iniciar ou manter o sono apesar de oportunidade adequada. Narcolepsia fica enfraquecida porque há explicação clara para a sonolência e faltam elementos nucleares como ataques de sono não explicados, cataplexia, paralisia do sono ou alucinações relacionadas ao sono.
B
Errada
Está errada porque, embora acerte ao incluir restrição de sono, acrescenta depressão maior e insônia sem base clínica suficiente. O enunciado não descreve humor deprimido, anedonia ou síndrome afetiva/cognitiva compatível com episódio depressivo maior. Também não há relato de dificuldade para dormir; o sono é curto por limitação de tempo, o que afasta insônia como hipótese sindrômica.
C
Errada
Está errada porque exclui justamente a principal hipótese diagnóstica, que é restrição de sono, apesar de o caso trazer privação crônica de sono explícita. Além disso, narcolepsia não é sustentada porque a sonolência está adequadamente explicada por sono insuficiente e faltam achados clínicos característicos dessa condição.
D
Certa
A alternativa D é a correta porque inclui a hipótese principal obrigatória do caso: restrição crônica de sono. O enunciado fornece uma causa comportamental direta e suficiente para a sonolência diurna, já que a paciente dorme apenas 5 horas por noite há anos. Além disso, o IMC de 30,5 kg/m² mantém apneia obstrutiva do sono como hipótese plausível, mesmo com negativa de ronco, e o hipotireoidismo integra o diferencial clínico de fadiga e sonolência, embora não seja a hipótese principal nem esteja confirmado pelo enunciado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre dormir pouco por restrição de tempo e ter insônia, além de induzir o candidato a supervalorizar narcolepsia ou descartar apneia apenas porque a paciente nega ronco.
Dica para questões semelhantes
  • Em sonolência diurna, primeiro procure se o enunciado já oferece sono habitual insuficiente; se houver, restrição de sono deve entrar no topo do raciocínio.
  • Não chame de insônia quem dorme pouco por falta de oportunidade; insônia exige dificuldade para iniciar ou manter o sono com chance adequada de dormir.
  • Ausência de ronco enfraquece apneia do sono, mas obesidade mantém essa hipótese no diferencial.
  • Não inclua narcolepsia ou depressão maior sem achados sindrômicos específicos quando existe explicação mais direta para a sonolência.

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