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Q1069569 Medicina

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Tema central: Esta questão aborda o tromboembolismo pulmonar (TEP), dando ênfase aos fatores de risco para trombose venosa, um ponto-chave para médicos clínicos. O conhecimento sobre a identificação desses fatores é fundamental para prevenir, diagnosticar e tratar o TEP na prática clínica, especialmente em contextos hospitalares ou de pronto atendimento.

Alternativa correta: E

A alternativa E está de acordo com as melhores práticas e diretrizes médicas atuais por afirmar que:

“Os fatores de risco para o desenvolvimento de trombose venosa podem ser classificados como temporários ou permanentes, adquiridos ou hereditários. Todas as condições clínicas que levem direta ou indiretamente ao desenvolvimento de fatores básicos de estase venosa e de lesão endotelial vascular ou que potencializem estados de trombofilia podem ser considerados como fatores clínicos de risco.”

Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, e os principais manuais de medicina interna (ex: Harrison’s, UpToDate), isso reflete de forma precisa a tríade de Virchow:

  • Estase venosa (ex: imobilização, pós-operatório);
  • Lesão endotelial (ex: trauma);
  • Hipercoagulabilidade (ex: trombofilias hereditárias, câncer, uso de estrogênio).

Os fatores de risco ainda podem ser temporários ou permanentes, e adquiridos ou hereditários, conforme citado na diretriz.

Por que as demais alternativas estão incorretas?

A. Errada. Dímero D normal exclui TEP em pacientes com baixa probabilidade clínica, segundo protocolos (Wells e Geneva), não exigindo exames adicionais.

B. Incorreta. Diagnósticos diferenciais de TEP incluem dor osteomuscular, pneumonia e infarto agudo do miocárdio, pois estes também causam sintomas semelhantes.

C. Inadequada. O clássico padrão S1Q3T3 não é um achado “comum” no ECG: aparece em cerca de 10-20% dos casos. Sobrecarga de ventrículo esquerdo não é típica em TEP.

D. Imprecisa. A dispneia é realmente o sintoma mais comum, seguindo-se de dor torácica, que pode ser ou não pleurítica, e a tosse pode estar presente, principalmente nos casos com infarto pulmonar associado.

Dica de prova: Fique atento a termos absolutos como “nunca”, “sempre” e a exclusões indevidas em diagnósticos diferenciais. Valorize conceitos clássicos como a tríade de Virchow e as recomendações presentes nas diretrizes e protocolos oficiais.

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A alternativa E é a correta, pois fornece uma definição precisa dos fatores de risco para o desenvolvimento de trombose venosa. Esses fatores podem ser temporários ou permanentes, adquiridos ou hereditários, e incluem condições clínicas que levam à estase venosa e lesões endoteliais, bem como estados de trombofilia. É importante identificar esses fatores de risco para prevenir a trombose venosa e o tromboembolismo pulmonar. As outras alternativas contêm informações incorretas ou imprecisas sobre o tromboembolismo pulmonar e seus diagnósticos diferenciais.

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