Diabetes é uma doença metabólica caracterizada por hipergli...
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Tema central: diagnóstico laboratorial do diabetes mellitus (DM). Em Endocrinologia, exames “padrão-ouro” costumam ser testes dinâmicos que avaliam a resposta do organismo a um estímulo.
Alternativa correta (A) – Teste de tolerância oral à glicose, TTOG 75 g: É considerado o teste de referência para detecção de alterações no metabolismo da glicose por avaliar a capacidade dinâmica de secreção de insulina e de utilização tecidual da glicose. Critério diagnóstico: glicemia plasmática de 2 horas ≥ 200 mg/dL após 75 g de glicose. É mais sensível que a glicemia de jejum e a HbA1c para identificar DM inicial e intolerância à glicose, sendo o método de escolha, por exemplo, no rastreio/diagnóstico de diabetes gestacional. Diretrizes como ADA Standards of Care (2024–2025), OMS/WHO e Sociedade Brasileira de Diabetes reconhecem o TTOG como referência quando há discordância ou dúvida diagnóstica.
Critérios diagnósticos aceitos (não exclusivos): qualquer um dos seguintes confirma DM (idealmente repetir se assintomático):
- Jejum ≥ 126 mg/dL (8 h de jejum);
- TTOG 2 h ≥ 200 mg/dL (75 g);
- HbA1c ≥ 6,5% (método padronizado NGSP/IFCC);
- Casual ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos ou crise hiperglicêmica.
Por que as demais opções não são o “padrão-ouro”?
B – Glicose em jejum: Prático e específico, porém menos sensível para defeitos pós-prandiais; pode ser normal em indivíduos com intolerância à glicose detectável no TTOG. Maior variabilidade intraindividual e influências agudas (estresse, doença).
C – Hemoglobina glicada (HbA1c): Útil por refletir média glicêmica de ~3 meses e não requer jejum, mas sofre limitações: anemia, hemoglobinopatias, DRC, gravidez, transfusões e diferenças étnicas podem falsear valores. Embora seja critério aceito, não é teste dinâmico e pode perder casos de hiperglicemia pós-prandial precoce.
D – Glicose plasmática casual: Valor diagnóstico apenas se ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas clássicos (poliúria, polidipsia, perda ponderal) ou crise hiperglicêmica. Fora desse contexto, baixa especificidade; não é considerado referência.
Estratégia de prova: ao ler “padrão-ouro” em distúrbios metabólicos, pense em testes provocativos. No DM, o TTOG 75 g é a resposta mais segura, especialmente quando a questão diferencia “teste aceito” de “teste de referência”. Lembre: resultados alterados em assintomáticos devem ser confirmados com repetição ou outro critério.
Fontes: ADA Standards of Care 2024–2025; OMS/WHO critérios de diagnóstico de DM; Sociedade Brasileira de Diabetes; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Diagnosis of diabetes in adults).
Mensagem final: Foque nos pontos de corte, nas indicações do TTOG e nas limitações da HbA1c para não cair em pegadinhas.
Gabarito: A
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