Quando o legal não é suficiente no mercado imobiliário
O mercado testa diariamente o limite entre
cumprir a lei e agir com ética. Ética é um conceito elástico,
pois o que pode ser considerado dentro das quatro linhas
para um não seria regra para outro.
No setor imobiliário, tensões éticas nos levam a
revisitar regras às quais todos estamos sujeitos. Acerca
disso, a advogada Natália Japur reflete sobre o espaço que
existe entre o que é legal e o que é ético.
A regulação do setor não nasce do acaso. Ela
decorre da necessidade de ordenar relações econômicas
complexas. O risco está quando essas normas perdem
contato com a realidade praticada pelo mercado.
“A normatização deve ser clara e objetiva para
conseguir regular o setor”, afirma Natália. Quando as
normas se tornam obsoletas, convertem‑se em obstáculo
ou deixam de ser cumpridas.
O limite entre o legal e o ético é tênue. A depender
da posição de quem analisa, uma mesma conduta pode ser
justificada ou condenável. A função social da propriedade
é exemplo dessa zona de tensão, que se manifesta em
locação urbana, políticas habitacionais, desapropriações,
incorporações e questões ambientais.
“É preciso reconhecer essa zona cinzenta e manter
atenção aos objetivos da operação e aos seus efeitos”,
orienta. Ir além da análise formal diferencia o profissional
ético do operador oportunista.
Natália ressalta: “o imediatismo na obtenção de
resultados e a fiscalização deficiente funcionam como
vetores que impulsionam a flexibilização ou a quebra de
princípios éticos”. O contraponto está na postura vigilante
que vai além do formalismo legal. Não basta cumprir
a letra da lei; é preciso observar a boa‑fé objetiva e
a transparência.
Criatividade jurídica não é flexibilização ética.
A primeira estrutura soluções dentro da base legal, e a
segunda é distorção. “O uso oportunista de brechas legais
e o desvio de finalidade não configuram criatividade, mas
distorção”, define Natália.
Natália
elencou
transparência
com
práticas
investidores
inegociáveis:
e
adquirentes,
cumprimento rigoroso das etapas de aprovação,
observância dos parâmetros urbanísticos e ambientais e
relação ética com o poder público.
Ética se constrói ou se corrói nas decisões
quotidianas.
O
setor
tem estrutura, arcabouço
legal e talentos profissionais. Precisa agora de uma
cultura que coloque ética não como limite, mas como
vantagem competitiva.
Internet: <exame.com > (com adaptações).
Na construção “Quando as normas se tornam obsoletas,
convertem‑se em obstáculo ou deixam de ser cumpridas”,
as formas verbais “tornam”, “convertem” e “deixam” estão
no presente do indicativo. A partir dessa informação,
assinale a opção que apresenta a reescrita do período
com a correta transposição para o pretérito imperfeito
do indicativo.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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teste
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