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Q4039818 Medicina
Menina de 3 anos é levada à consulta por edema progressivo de joelho direito há cerca de três meses. Os pais referem que a filha acorda pela manhã com dificuldade para caminhar, com melhora ao longo do dia. Negam febre, perda ponderal ou dor noturna. Ao exame físico, observam-se aumento de volume e limitação de movimento do joelho direito. O resultado dos exames laboratoriais apresenta VHS discretamente elevado, PCR normal, fator antinuclear (FAN) positivo e fator reumatoide (FR) negativo. O quadro clínico descrito é mais compatível com:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Monoartrite crônica de joelho em menina de 3 anos, com rigidez matinal, melhora ao longo do dia, ausência de sinais sistêmicos/infecciosos e FAN positivo com FR negativo, corresponde ao fenótipo clássico de artrite idiopática juvenil oligoarticular e sustenta o gabarito B.

Tema central: AIJ oligoarticular
Análise das alternativas
A
Errada
Dor musculoesquelética benigna da infância não explica artrite objetiva ao exame. Aqui há aumento de volume articular, limitação de movimento e curso persistente por 3 meses, além de rigidez matinal com melhora ao longo do dia, padrão típico de inflamação articular e não de dor inespecífica benigna.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o quadro reúne os elementos clássicos da artrite idiopática juvenil oligoarticular: início antes dos 16 anos, artrite persistente por mais de 6 semanas, acometimento de grande articulação única nos primeiros meses, especialmente joelho, em menina pequena, com padrão inflamatório de rigidez matinal e melhora com atividade. O perfil laboratorial descrito também é compatível: FAN pode ser positivo, FR costuma ser negativo, e VHS discretamente elevado com PCR normal não exclui artrite inflamatória crônica pouco exuberante.
C
Errada
Artrite reativa pós-infecciosa depende de contexto temporal de infecção antecedente e costuma ter curso mais agudo ou subagudo e autolimitado. O enunciado não traz gatilho infeccioso e descreve monoartrite crônica típica de AIJ, com fenótipo clínico e laboratorial mais compatível com forma oligoarticular.
D
Errada
Osteomielite subaguda sugere foco ósseo infeccioso, com dor óssea localizada e possibilidade de febre baixa, dor noturna ou outros sinais sistêmicos discretos. O caso, porém, mostra semiótica articular inflamatória: joelho edemaciado, limitação de movimento e rigidez matinal com melhora ao longo do dia, sem febre, perda ponderal ou dor noturna, o que favorece sinovite crônica e não infecção óssea.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de descartar AIJ quando a PCR é normal, o FR é negativo ou a criança tem pouca dor sistêmica; na forma oligoarticular, justamente pode haver artrite objetiva persistente com marcadores pouco exuberantes, FR negativo e FAN positivo.
Dica para questões semelhantes
  • Em criança com joelho aumentado de volume por mais de 6 semanas, pense primeiro em artrite crônica, não em dor benigna.
  • Rigidez matinal com melhora ao longo do dia é critério clínico forte de padrão inflamatório articular.
  • Na AIJ oligoarticular clássica, joelho em menina pequena com FAN positivo e FR negativo é combinação muito característica.
  • PCR normal e ausência de febre não excluem AIJ quando há artrite objetiva persistente.

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