Criança de 2 anos apresenta história de febre de 38,5 °C há ...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3947131 Medicina
Criança de 2 anos apresenta história de febre de 38,5 °C há 2 dias, otalgia intensa e irritabilidade. Durante o exame físico, observa-se abaulamento da membrana timpânica direita, hiperemia e opacificação, sem sinais de perfuração. A mãe relata que recentemente a criança apresentou coriza e tosse. Considerando os achados clínicos e epidemiológicos da otite média aguda (OMA) em pediatria, assinale a alternativa correta.  
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na OMA pediátrica, o diagnóstico é clínico, mas a determinação etiológica bacteriana de referência é feita pela cultura do fluido da orelha média obtido por timpanocentese. Como o enunciado cobra exatamente o método padrão-ouro para identificação do agente, a alternativa B é a correta.

Tema central: Etiologia da OMA
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a OMA não é exclusivamente bacteriana. A história recente de coriza e tosse aponta para IVAS viral precedente, e os vírus respiratórios têm papel relevante na patogênese ao promover disfunção da tuba auditiva e inflamação da nasofaringe, favorecendo OMA bacteriana ou coinfecção. Portanto, tratá-los como irrelevantes contradiz a fisiopatologia da doença.
B
Certa
A alternativa B está correta porque distingue o diagnóstico clínico habitual da OMA da confirmação etiológica bacteriana. No caso apresentado, os achados de abaulamento timpânico, hiperemia, opacificação e sintomas agudos sustentam OMA, mas, quando se pergunta pelo padrão-ouro para identificar a bactéria causadora, o método de referência é a cultura do fluido da orelha média obtido por timpanocentese.
C
Errada
Está errada porque Streptococcus pyogenes não é o principal agente bacteriano da OMA em menores de 5 anos. Os patógenos bacterianos clássicos predominantes são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipável e Moraxella catarrhalis. O erro da alternativa é atribuir protagonismo etiológico a um agente que não ocupa essa posição na OMA pediátrica.
D
Errada
Está errada porque a introdução das vacinas pneumocócicas conjugadas alterou a distribuição relativa dos patógenos e sorotipos da OMA. A base é explícita ao afirmar que houve redução de parte da doença pneumocócica vacinal e maior participação relativa de H. influenzae não tipável em muitos cenários. Logo, dizer que não houve alteração epidemiológica é incorreto.
E
Errada
Está errada porque a associação entre OMA e conjuntivite purulenta sugere mais classicamente Haemophilus influenzae não tipável, e não Moraxella catarrhalis. O critério de exclusão aqui é a correlação clínico-microbiológica da síndrome otite-conjuntivite, que a alternativa atribui ao agente errado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre diagnóstico clínico da OMA, que costuma ser feito sem cultura, e determinação etiológica bacteriana, cujo padrão-ouro é a cultura do fluido da orelha média por timpanocentese.
Dica para questões semelhantes
  • Se a pergunta trouxer 'padrão-ouro etiológico' na OMA, pense em cultura do fluido da orelha média por timpanocentese, não em exame de secreções de vias aéreas.
  • IVAS viral recente em criança com OMA não é detalhe acessório: reforça que vírus participam da patogênese e derrubam alternativas de exclusividade bacteriana.
  • Para agente bacteriano mais provável da OMA, priorize o trio clássico: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipável e Moraxella catarrhalis.
  • OMA com conjuntivite purulenta aponta classicamente para Haemophilus influenzae não tipável.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo