Qual o diagnóstico mais provável?
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Gabarito: C — Esofagite eosinofílica (EoE)
Tema central: Distúrbios esofágicos que cursam com disfagia/impactação alimentar. O achado endoscópico de “traquealização do esôfago” (anéis concêntricos) é altamente sugestivo de EoE.
Por que a alternativa C é a correta? A EoE ocorre tipicamente em homens jovens, frequentemente com história atópica, e manifesta-se por disfagia intermitente para sólidos e impactação alimentar. Na endoscopia, os achados clássicos incluem anéis (traquealização), sulcos lineares, exsudatos esbranquiçados e estenoses. Esses elementos, juntos, fazem a melhor hipótese ser EoE. Diretrizes ACG/AGA (2020–2023) e UpToDate apontam que o diagnóstico é confirmado por biópsias esofágicas com ≥15 eosinófilos/campo de grande aumento, após excluir causas secundárias de eosinofilia esofágica. A exigência de “teste terapêutico com IBP” como etapa diagnóstica não é mais mandatória nas diretrizes atuais; IBP é tratamento de primeira linha. Referências: ACG 2023; UpToDate; Harrison’s.
Como confirmar o diagnóstico? Realizar múltiplas biópsias do terço proximal e distal do esôfago. Achados histológicos: infiltrado eosinofílico denso (≥15 eos/CGa), microabscessos eosinofílicos, hiperplasia de papilas e espongiose. Excluir infecções e outras causas.
Tratamento (resumo prático): “3 Ds”: Dieta (eliminação de 6 alimentos ou direcionada), Droga (IBP em dose plena; corticoide tópico como budesonida viscosa ou fluticasona), e Dilatação endoscópica para estenoses. Impactação aguda: endoscopia urgente. Manter terapia de manutenção para prevenir fibrose/estenose. (ACG 2023; UpToDate)
Análise das alternativas incorretas:
A) Acalásia: Disfagia para sólidos e líquidos desde o início, regurgitação, perda ponderal. Endoscopia pode mostrar alimento retido, mas não “traquealização”. Diagnóstico por manometria (falha do relaxamento do EEI e aperistalse) e esofagograma em “bico de pássaro”.
B) Esofagite de refluxo (DRGE): Predomina pirose e regurgitação; endoscopia com erosões/ulcerações e, tardiamente, estenoses pépticas. Anéis concêntricos não são típicos da DRGE e apontam mais para EoE.
D) Espasmo esofageano difuso: Dor torácica e disfagia intermitente; esofagograma pode mostrar “corkscrew” (saca-rolhas). O exame endoscópico não exibe anéis concêntricos fixos. Diagnóstico é manométrico (contrações prematuras).
Dica de prova: Palavras-chave como impactação alimentar + traquealização direcionam fortemente para EoE. Evite confundir com acalásia (líquidos também) ou DRGE (erosões, não anéis).
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