Qual o tratamento mais adequado para o caso hipotético? 

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Q3057291 Medicina
O caso clínico hipotético contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Mulher, 54 anos, diagnosticada recentemente com carcinoma hepatocelular, apresenta três nódulos hepáticos, sendo de 2 cm, 3 cm e 1,5 cm de diâmetros, respectivamente. Não foram encontrados invasão macro-vascular e acometimento extra-hepático. Além disso, possui ECOG (performance status) de 0 (zero) e função hepática preservada. 
Qual o tratamento mais adequado para o caso hipotético? 
Alternativas

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Tema central: O tema da questão é carcinoma hepatocelular (CHC) e a indicação do melhor tratamento curativo para paciente com doença inicial, conforme critérios atuais adotados em diretrizes nacionais e internacionais.

Justificativa da alternativa correta (C): O transplante hepático é considerado o tratamento curativo de escolha para pacientes com CHC dentro dos critérios de Milão. Esses critérios (até três nódulos, cada um ≤ 3 cm, ausência de invasão macrovascular e de metástase extra-hepática, boa função hepática e ECOG 0) visam selecionar pacientes com maior chance de sucesso e baixa recorrência pós-transplante.
Segundo as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Carcinoma Hepatocelular no Adulto (Ministério da Saúde, 2022):
“O transplante hepático é o tratamento definitivo para casos que preenchem os critérios de Milão e possuem função hepática preservada.” (p. 50)

Análise das alternativas incorretas:

A) Sorafenib: Trata-se de uma terapia sistêmica indicada para estágio avançado do CHC (presença de invasão vascular, metástases, ou falha de terapias locorregionais). Não há benefício comprovado para lesões pequenas e localizadas, como neste caso.

B) Quimioembolização: A quimioembolização transarterial (TACE) é recomendada para doença intermediária, fora dos critérios de transplante ou como ponte até o transplante em casos selecionados, mas não é o tratamento de escolha quando há possibilidade direta de transplante.

D) Ablação por radiofrequência: Indicada em tumores únicos igual ou menores que 3 cm, especialmente quando o transplante não está disponível ou contraindicado. No entanto, há taxas de recorrência superiores ao transplante e não é prioritária em pacientes transplantáveis sob critérios de Milão.

Estratégias para provas: Fique atento ao número e tamanho dos nódulos, ausência de invasão ou metástase, e à função hepática/ECOG preservada. Essas pistas orientam para modalidade curativa. Cuidado com pegadinhas: opções como quimioembolização e radiofrequência são válidas em outros contextos, mas não substituem o transplante em pacientes dentro dos critérios de Milão.

Resumo prático: Paciente dentro dos critérios de Milão, sem contraindicação, é prioridade para transplante hepático; essa conduta tem respaldo forte nas diretrizes brasileiras e internacionais (UpToDate; Harrison’s), com sobrevida superior a 70% em 5 anos quando adequadamente selecionado.

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