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Q3057287 Medicina
O caso clínico hipotético contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Mulher, 20 anos, com quadro de diarreia mucossanguinolenta, com, aproximadamente, sete episódios ao dia, há cerca de três meses, além de perda de peso e febre esporádica. Refere lesão em região perianal com saída de pus. Ao exame físico, paciente hipocorada ++/4, lesões perianais sugestivas de fístulas e presença de lesões arredondadas, eritematosas e dolorosas em membros inferiores. Realizada a colonoscopia com biópsia que detectou a presença de granulomas. Deu entrada no pronto-socorro com taquicardia (FC: 110) e hipotensão (PAM: 60). 
Considerando a gravidade da doença e, após a exclusão de quadro infeccioso associado, qual o tratamento mais adequado a ser instituído?
Alternativas

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Tema central da questão:

A questão aborda o manejo farmacológico imediato da Doença de Crohn grave com manifestação perianal complexa (fístulas, abscessos e possível sepse). É fundamental reconhecer urgência, gravidade, complicações e indicar terapêutica alinhada com protocolos nacionais.

Justificativa para a alternativa correta (D):

Neste caso, a paciente apresenta sinais de choque (PAM: 60, taquicardia), fístulas perianais, lesão sugestiva de abscesso e manifestações sistêmicas (febre, lesões cutâneas tipo eritema nodoso). Excluída infecção ativa extraintestinal, o manejo da Doença de Crohn grave com manifestação perianal complexa exige abordagem agressiva.

Segundo o PCDT Doença de Crohn – Fluxograma de Doença Grave a Fulminante do Ministério da Saúde, a melhor conduta inclui:

  • Metilprednisolona IV: Corticoide intravenoso para rápida imunossupressão.
  • Infliximabe IV: Biológico anti-TNF eficaz para fístulas/Doença de Crohn refratária ou grave.
  • Metronidazol IV: Antibiótico de escolha em fístulas perianais e lesões supurativas.

O uso endovenoso desses fármacos é priorizado em pacientes graves, instáveis, ou impossibilitados de uso oral.

Análise crítica das alternativas incorretas:

  • A) Metotrexate VO e Prednisona VO — Abordagem oral é insuficiente para casos graves, sem ação rápida, e metotrexato não é droga de primeira linha para fístulas perianais.
  • B) Infliximabe IV e Metilprednisolona IV — Faltou o antibiótico (Metronidazol) fundamental nos casos com fístulas/abscessos (componente infeccioso potencial).
  • C) Azatioprina VO, Prednisona VO e Metronidazol VO — Drogas orais em paciente instável são inadequadas; azatioprina tem início lento de ação e não é indicada como terapia de indução em crise grave.

As alternativas A, B e C não oferecem cobertura suficiente para fístulas supurativas e não seguem o manejo intensivo recomendado pelas diretrizes oficiais para doença grave.

Estratégias em provas:

Procure termos-chaves como instabilidade hemodinâmica, fístulas supurativas e via de administração (oral vs. IV), fundamentais para acertar casos graves.

Segundo o PCDT (p. 27): “Em doença grave com fístulas perianais, recomenda-se corticoide intravenoso, anti-TNF e antibiótico (metronidazol IV).”

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