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Q1374422 Medicina
Na propedêutica das doenças do trato urinário, é imperiosa a avaliação do sedimento urinário (EAS ou Urina tipo 1), uma ferramenta diagnóstica valiosa, não invasiva, na análise de alterações renais e trato urinário. Em relação ao EAS, julgue o item subsecutivo.
A formação de cristais de fosfato de cálcio aumenta em pH ácido, sendo tais cristais geralmente vistos em pacientes com acidose tubular renal.
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Tema central da questão: A relação entre o pH urinário, a formação de cristais de fosfato de cálcio e sua associação clínica à acidose tubular renal (ATR distal).

Justificativa para a alternativa correta ("E" – Errado):

A alternativa está ERRADA porque cristais de fosfato de cálcio se formam preferencialmente em pH urinário alcalino (alto), e NÃO em pH ácido. Isso está bem estabelecido em obras de referência como o Manual MSD e no UpToDate, que explicam que pacientes com acidose tubular renal distal apresentam urina alcalina (pH frequentemente >5,5) devido à perda da habilidade de acidificação urinária. Essa alcalinidade facilita a precipitação de sais de cálcio (especialmente fosfato de cálcio), aumentando o risco de nefrolitíase.

Trecho de referência: “Na acidose tubular renal distal, ocorre deficiência na secreção de H+, resultando em urina alcalina. A formação de cálculos de fosfato de cálcio é comum.” (Manual MSD)

Erro conceitual da assertiva: O erro está em afirmar que a formação de cristais de fosfato de cálcio aumenta em pH ácido e associá-los a acidose tubular renal. Na verdade, cristais de ácido úrico e oxalato de cálcio se formam em pH ácido, ao passo que o fosfato de cálcio se precipita principalmente em ambientes alcalinos.

Estratégias para provas:

  • Atente-se à relação entre pH urinário e o tipo de cristal/cálculo renal.
  • Desconfie de associações inversas (ex: “cálcio + ambiente ácido”).
  • Palavras-chave: pH urinário alcalino favorece fosfato de cálcio; ácido favorece ácido úrico e oxalato de cálcio.

Orientação clínica e evidências:

Segundo o PCDT de Litíase Renal do Ministério da Saúde (p. 10): “A análise do sedimento urinário pode sugerir o tipo de cálculo, sendo o ambiente alcalino associado ao fosfato de cálcio.”
Estudos reforçam a importância do pH urinário nesse contexto (UpToDate; Harrison's Principles of Internal Medicine).

Resumo final: Urina alcalina favorece cristal de fosfato de cálcio, cenário típico da acidose tubular renal distal. A alternativa afirma o oposto e, por isso, está errada.

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Comentários

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A questão menciona que a formação de cristais de fosfato de cálcio aumenta em pH ácido e que esses cristais são geralmente vistos em pacientes com acidose tubular renal. Na verdade, isso é incorreto. O fosfato de cálcio precipita em um ambiente de pH alcalino, não ácido. A acidose tubular renal é precisamente uma condição em que o rim não consegue acidificar a urina de forma adequada. Portanto, em condições de acidose tubular renal, a urina tende a ser mais alcalina, o que, na verdade, favorece a precipitação de cristais de fosfato de cálcio. Dessa forma, a questão está equivocada ao afirmar que a formação de cristais de fosfato de cálcio aumenta em pH ácido. É importante entender a relevância do pH na formação de diferentes tipos de cristais na urina, pois isso pode influenciar o diagnóstico e tratamento de várias condições renais.

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