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Q3575127 Biomedicina - Análises Clínicas
O conhecimento sobre as principais reações sorológicas e as técnicas utilizadas em imuno-hematologia são importantes para a garantia da qualidade e a execução correta dos processos analíticos. Existem uma gama de reagentes e técnicas adequados para a realização de cada um dos tipos de exames laboratoriais a seguir:
I - Dengue NS1. II - VDRL. III - Troponina. IV - Proteína C reativa.

Os exames I, II, III e IV podem ser realizados através das seguintes técnicas laboratoriais:
Alternativas

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Tema central: escolha correta das técnicas imunológicas para exames específicos (antígeno/anticorpo ou proteína) em rotina de análises clínicas. Reconhecer o princípio analítico de cada teste evita erros de metodologia e interpretação.

Gabarito: B

Justificativa da alternativa correta:

I – Dengue NS1 → imunoensaio cromatográfico (lateral flow). Detecta o antígeno NS1 nos primeiros dias de doença. É o teste rápido recomendado em fase aguda (Ministério da Saúde – Dengue; OMS). Princípio: migração capilar com anticorpos anti-NS1 marcados, formando linha visível.

II – VDRL → reação de floculação. Teste não treponêmico para sífilis: antígeno cardiolipina-lecitina-colesterol interage com reaginas, gerando flóculos visíveis ao microscópio (CDC STI Guidelines). Não é aglutinação em látex.

III – Troponina → imunoensaio cromatográfico (POC)

Em ponto de cuidado, usa-se lateral flow para detecção qualitativa/semiquantitativa de troponina. Embora em laboratórios de rotina predomine quimioluminescência de alta sensibilidade, a questão foca no método rápido adequado.

IV – Proteína C reativa (PCR/CRP) → aglutinação em látex. Partículas de látex recobertas com anticorpos anti-CRP formam aglomerados proporcionais à concentração (método clássico; também base para imunoturbidimetria).

Análise das alternativas incorretas:

A) Coloca NS1 em floculação (inadequado; NS1 é antígeno detectado por lateral flow) e troponina em látex (não é prática; troponina é detectada por imunoensaio, não por aglutinação). CRP em imunocromatografia é incomum.

C) Atribui VDRL à turbidimetria (errado; é floculação). CRP “cinético enzimático” não é o método de escolha; o clássico é látex/imunoturbidimetria.

D) Coloca VDRL e CRP ambos em látex (VDRL não usa látex) e troponina em colorimétrico enzimático (troponina não é enzima; mede-se por imunoensaio).

E) Troponina por floculação (sem base), VDRL por látex (equívoco conceitual) e CRP por imunocromatografia (não usual).

Dicas de prova (pegadinhas):

- Associe “floculação” exclusivamente aos não treponêmicos (VDRL/RPR).

- “Imunocromatografia” lembra testes rápidos de antígeno/proteína (ex.: NS1, troponina POC).

- “Látex” é típico para proteínas inflamatórias como CRP.

Referências essenciais: Ministério da Saúde (Dengue – diagnóstico laboratorial); CDC STI Treatment Guidelines (sífilis – VDRL/RPR); UpToDate/IFCC (ensaios de troponina); manuais de imunoensaios e imunoturbidimetria para CRP.

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