Diante do exposto, pode-se afirmar que a morfologia descrita...
Gabarito comentado
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Tema central: identificação morfológica de cistos de protozoários intestinais em exame de fezes (método de sedimentação espontânea). Os elementos-chave para diferenciar espécies são: tamanho, formato, número de núcleos, aspecto do cariossoma, corpos cromatóides e vacúolo de glicogênio.
Alternativa correta: D – Entamoeba coli
Justificativa: Cisto arredondado, com cerca de 15–25 µm, parede delicada e até 8 núcleos caracteriza Entamoeba coli. Em cistos maduros, o vacúolo de glicogênio não é observado, o que reforça o achado. Embora o cariossoma de E. coli costume ser excêntrico, há variabilidade; o critério decisivo aqui é o número de núcleos (até 8) e o tamanho descritos. Referências: CDC DPDx (Laboratory Identification of Parasites of Public Health Concern), WHO Bench Aids for the Diagnosis of Intestinal Parasites, Garcia LS. Diagnostic Medical Parasitology.
Análise das alternativas incorretas:
A) Giardia duodenalis – Cistos ovais, menores (≈ 8–12 µm), com até 4 núcleos, frequentemente visíveis axonemas e corpos medianos. Não apresenta cistos arredondados de 15–25 µm com 8 núcleos. (CDC DPDx)
B) Entamoeba histolytica – Cistos 10–20 µm, com 1–4 núcleos (maduros até 4) e cariossoma tipicamente central; podem ter corpos cromatóides de extremidades rombas. O achado de até 8 núcleos afasta E. histolytica. Lembrar que a distinção E. histolytica vs E. dispar exige antígeno/PCR ou trofozoítos com hemácias fagocitadas (UpToDate; Harrison’s).
C) Balantioides coli – Cistos grandes, geralmente 40–60 µm, parede espessa; protozoário ciliado, com macronúcleo em feijão evidente nos trofozoítos. O tamanho e a morfologia não condizem.
E) Entamoeba dispar – Morfologicamente indistinguível de E. histolytica nos cistos (até 4 núcleos), portanto também incompatível com 8 núcleos. É não invasora; diagnóstico diferencial por testes específicos (antígeno/PCR) (UpToDate).
Dica de prova (pegadinha): o cariossoma “central” pode induzir erro para E. histolytica/dispar. Priorize número de núcleos e tamanho, que são mais discriminatórios. Use lugol para realçar núcleos e cromatina periférica. O método de sedimentação espontânea preserva bem cistos, facilitando essa leitura.
Pérola clínica: Entamoeba coli é comensal não patogênica; sua identificação indica exposição fecal-oral, mas não requer tratamento específico (CDC; UpToDate). Sempre correlacione com quadro clínico para evitar terapêutica desnecessária.
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