Doenças como a dermatite atópica, o vitiligo e a psoríase se...
Gabarito comentado
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Vamos analisar a questão proposta sobre o uso da fototerapia em dermatologia, que menciona doenças como dermatite atópica, vitiligo e psoríase. A fototerapia é uma técnica que utiliza a radiação ultravioleta (UV) para tratar várias condições dermatológicas, agindo principalmente por suas propriedades anti-inflamatórias, imunossupressoras e antiproliferativas.
Alternativa Correta: B - As ações imunossupressoras e antiproliferativas das radiações UVA e UVB contribuem para o efeito anti-inflamatório da fototerapia.
A justificativa para a alternativa B está na ação das radiações UVA e UVB, que são eficazes em reduzir a atividade inflamatória e a hiperproliferação celular. A radiação UVB é particularmente utilizada em condições como psoríase, onde há proliferação excessiva de queratinócitos. Já o UVA, frequentemente usado em combinação com psoraleno (PUVA), é eficaz em modular a resposta imunológica. Isso faz com que a fototerapia seja uma opção terapêutica benéfica para doenças inflamatórias cutâneas, conforme descrito em diretrizes da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Análise das Alternativas Incorretas:
A - Os portadores de vitiligo que apresentam melhor resposta terapêutica são os pacientes com fototipo baixo.
Esta afirmação está incorreta. Normalmente, pacientes com fototipo mais alto (pele mais escura) respondem melhor à fototerapia para vitiligo, devido à maior quantidade de melanina que pode ser estimulada. Além disso, a resposta ao tratamento também depende da extensão e localização das lesões, não apenas do fototipo.
C - A fototerapia apresenta bons resultados clínicos no controle de doenças como lúpus eritematoso sistêmico e xeroderma pigmentoso.
Esta afirmação é equivocada, pois tanto o lúpus eritematoso sistêmico (LES) quanto o xeroderma pigmentoso são condições que apresentam fotossensibilidade. No LES, a exposição à luz UV pode exacerbar a doença, e no xeroderma pigmentoso, há um defeito na reparação do DNA danificado pela radiação UV, tornando a fototerapia contraindicada.
D - A preferência da radiação UVB no tratamento da esclerodermia se justifica por sua maior penetrância na derme e ação indutora da apoptose de células endoteliais.
Esta opção está incorreta. A esclerodermia, uma doença do tecido conjuntivo, não é tratada com fototerapia UVB pela penetrância na derme. Na verdade, a fototerapia não é convencionalmente utilizada para tratar esclerodermia, pois outras terapias sistêmicas são mais apropriadas. A ação indutora de apoptose de células endoteliais não é o mecanismo relevante para o tratamento de esclerodermia.
Em resumo, a alternativa B destaca corretamente os mecanismos pelos quais a fototerapia beneficia condições inflamatórias e hiperproliferativas da pele.
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