Sobre o carcinoma de pele do tipo espinocelular (ou de célul...
Gabarito comentado
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Tema central: Carcinoma espinocelular cutâneo (CEC): neoplasia maligna da epiderme, relacionada à radiação UV, idade avançada, sexo masculino, imunossupressão e áreas de dano tecidual crônico (ex.: cicatrizes de queimadura – úlcera de Marjolin).
Gabarito (INCORRETA): A
Justificativa da alternativa A (incorreta): Dizer que “subtipos superficiais” de CEC podem ser tratados com crioterapia ou laser de CO₂ é inadequado como regra. O padrão para CEC invasivo é tratamento cirúrgico com avaliação de margens. Métodos destrutivos (crio/laser) não permitem controle histológico de margens e aumentam risco de recidiva. Esses métodos são preferidos para lesões pré-malignas (ceratose actínica) e, em casos selecionados, para CEC in situ (Doença de Bowen), mas não constituem tratamento definitivo para CEC invasivo. Referências: NCCN Guidelines SCC (2024), AAD Guidelines (2018), UpToDate.
Análise das demais alternativas:
B – Correta. O CEC costuma apresentar-se como pápula/nódulo/plaque hiperqueratósico, indurado, por vezes eritematoso, com ulceração e crostas. Pode sangrar e crescer rapidamente em áreas fotoexpostas (face, orelha, dorso de mãos) e em mucosas. Achados compatíveis com diretrizes (NCCN/AAD).
C – Correta. O tratamento de escolha é a excisão cirúrgica com margens adequadas ou cirurgia de Mohs (especialmente em áreas de alto risco, tumores >2 cm, má diferenciação, perineural, locais críticos). Margens usuais: 4–6 mm para baixo risco; ≥6–10 mm para alto risco. Radioterapia pode ser adjuvante (margens comprometidas, invasão perineural, linfonodos) ou definitiva quando cirurgia é inviável. (NCCN 2024; UpToDate).
D – Correta. O CEC é mais comum em áreas com dano epitelial prévio (cicatrizes de queimaduras, úlceras crônicas, radiodermite), caracterizando a úlcera de Marjolin, com maior agressividade e risco metastático. (Harrison’s; AAD).
Estratégia para a prova (pegadinha):
- Não confundir CEC invasivo com CEC in situ ou ceratose actínica: apenas nestes últimos métodos destrutivos ou tópicos (crio, laser, 5-FU, imiquimode) podem ser considerados.
- Procure termos como “definitivo” e “margens adequadas”: indicam abordagem cirúrgica com controle histológico.
Diagnóstico resumido: lesão suspeita deve ser biopsiada (shave profundo, punch ou excisional) para confirmar invasão e grau histológico; considerar estadiamento regional em alto risco.
Referências: NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology: Squamous Cell Skin Cancer (2024); American Academy of Dermatology Guidelines (2018); UpToDate – Treatment of cutaneous squamous cell carcinoma; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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