Adotado no Brasil no início do governo atual, o orçamento pa...

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Q110609 Direito Financeiro
Considerando que o orçamento pode ser utilizado como ferramenta
de orientação para a ação governamental, mas que, para tanto, é
necessário que o Estado tenha um planejamento prévio, com
prioridades definidas e objetivos traçados, julgue os itens que se
seguem, relativos ao orçamento público no Brasil.

Adotado no Brasil no início do governo atual, o orçamento participativo preconiza a participação da população em seu modelo de trabalho.
Alternativas

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Para entender a questão proposta sobre o orçamento participativo, é essencial compreender o contexto do orçamento público no Brasil e como ele se relaciona com a participação popular.

O orçamento participativo é um modelo em que a população participa ativamente no processo de elaboração do orçamento público, geralmente em nível municipal. Contudo, é importante destacar que essa prática não é uma exigência legal abrangente no Brasil, mas sim uma opção adotada por algumas administrações locais para promover a transparência e a democracia participativa.

No enunciado, afirma-se que este modelo foi "adotado no Brasil no início do governo atual", o que pode ser confuso. O orçamento participativo não é um modelo estabelecido pelo governo federal de forma mandatória, mas sim uma prática que pode ser adotada de forma facultativa por diferentes níveis de governo que desejam implementar essa abordagem.

Legislação Aplicável: O orçamento participativo não está descrito em leis federais como uma obrigação, mas é uma prática alinhada com os princípios da gestão democrática e da transparência previstas na legislação brasileira, especialmente na Constituição Federal, que incentiva a participação popular.

Exemplo Prático: Imagine que uma cidade decide adotar o orçamento participativo. Nesse caso, os cidadãos poderiam participar de reuniões para discutir e decidir sobre a alocação de recursos em áreas como educação, saúde e infraestrutura. Isso proporciona maior controle social e engajamento da população nas decisões governamentais.

Justificativa da Alternativa Correta (E - Errado):

A alternativa "E" é considerada correta para a questão, pois a afirmação de que o orçamento participativo foi "adotado no Brasil no início do governo atual" não reflete a realidade. O modelo de orçamento participativo não é uma política federal obrigatória, mas sim uma metodologia que pode ser implementada localmente, e não está vinculada ao início de um governo específico, mas sim à escolha de cada administração.

Como Evitar Pegadinhas: Atenção ao enunciado é crucial. Note que a questão pode sugerir que algo é uma prática nacional ou obrigatória quando, na verdade, trata-se de uma opção adotada por alguns entes federativos. Fique atento a expressões como "adotado no Brasil", que podem ser enganosas.

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Errado em razão do primeiro excerto. O O. Participativo foi adotados em alguns entes federados sobretudo nos menores.

1.4.5. Orçamento Participativo
O Orçamento Participativo é uma técnica orçamentária em que a alocação de alguns recursos contidos no Orçamento Público é decidida com a participação direta da população, ou através de grupos organizados da sociedade civil, como a associação de moradores. Até o momento, sua aplicação restringe-se ao âmbito municipal.
É um importante espaço de debate e decisão político-participativa. Nele, a população interessada decide as prioridades de investimentos em obras e serviços a serem realizados, a cada ano, com os recursos do orçamento.
Essa técnica orçamentária estimula o exercício da cidadania, o compromisso da população com o bem público, e gera corresponsabilização entre Governo e sociedade sobre a gestão dos recursos públicos.
Alguns autores destacam o caráter educativo desse orçamento, visto que proporciona à comunidade local o conhecimento dos principais problemas enfrentados pela cidade, assim como das limitações orçamentárias existentes. Ou seja, pode-se perceber que o “buraco de sua rua” é menos importante que a construção de um posto de saúde no bairro vizinho.
O principal benefício do Orçamento Participativo é a democratização da relação do Estado-sociedade com fortalecimento da democracia. Nesse processo, o cidadão deixa de ser um simples coadjuvante para ser protagonista ativo da gestão pública.
Vale ressaltar que somente são colocados para decisão da população os recursos disponíveis para investimentos (parte deles), e a participação do cidadão ocorre no momento de elaboração e muito timidamente na fiscalização de sua execução.
Os municípios pioneiros nessa técnica foram Porto Alegre – RS e Santo André – SP, na gestão 1989-1992.
De acordo com os normativos internos dos Municípios que utilizam essa técnica (Porto Alegre-RS, por exemplo), a autorregulação é uma marca fundamental do Orçamento Participativo, pois as regras são definidas pelos participantes e podem ser por eles modificadas, inclusive, a cada ano.

 

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