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Q1684952 Medicina
Um paciente de 65 anos de idade, assintomático, ao realizar testes sorológicos de triagem, oferecidos por um mutirão da saúde no seu bairro, descobriu um resultado de Anti-HCV reagente. Foi encaminhado ao médico infectologista que solicitou exames laboratoriais e de imagem para o paciente.  

Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.


Para prescrever o tratamento da hepatite C crônica, o médico deve pedir biópsia hepática ou elastografia hepática para avaliar o grau de fibrose hepática, já que a indicação do tratamento é para fibrose maior ou igual a três.

Alternativas

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Para compreender a questão apresentada, é importante focar na abordagem atual do tratamento da hepatite C crônica, que evoluiu significativamente nos últimos anos, especialmente com a introdução dos antivirais de ação direta (DAAs). A questão levanta a necessidade de biópsia hepática ou elastografia para avaliar a fibrose antes de iniciar o tratamento.

Tema central: A questão gira em torno da indicação do tratamento para hepatite C crônica e se a avaliação da fibrose hepática é um pré-requisito para iniciar o tratamento.

Justificativa para a alternativa correta (E - errado): De acordo com as diretrizes mais recentes, como as da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde no Brasil, o tratamento da hepatite C deve ser oferecido a todos os indivíduos diagnosticados, independentemente do grau de fibrose. Isso significa que não é mais necessário avaliar a fibrose hepática por biópsia ou elastografia para a decisão de tratamento. A evolução dos DAAs, que são eficazes e bem tolerados, permite tratar pacientes em qualquer estágio da doença, promovendo assim a erradicação do vírus e prevenindo complicações.

Análise das alternativas incorretas: A alternativa está incorreta porque ainda adota um critério antigo, onde se indicava tratamento baseado no grau de fibrose, frequentemente classificado como F3 ou superior. Porém, com os avanços nos tratamentos, essa abordagem se tornou obsoleta, e a prática clínica atual é mais abrangente.

Detalhes clínicos e exames complementares: Apesar de a avaliação da fibrose não ser mais determinante para o início do tratamento, ela pode ser útil para prognóstico e acompanhamento de algumas complicações. Exames como elastografia hepática ou biópsia podem ser utilizados para melhor compreensão do estado hepático global, mas não devem ser barreira para o tratamento.

Diretrizes médicas relevantes: Recomendo consultar diretrizes atualizadas e fontes como o Harrison's Principles of Internal Medicine e o UpToDate para mais aprofundamentos sobre o manejo da hepatite C, que endossam o tratamento universal dos pacientes diagnosticados.

Espero que essa explicação tenha esclarecido a questão e reforçado o entendimento sobre o tratamento da hepatite C. Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

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A questão está errada porque o tratamento para a hepatite C crônica não depende do grau de fibrose hepática. Qualquer paciente com hepatite C crônica deve receber tratamento, independentemente do seu grau de fibrose hepática, a fim de evitar a progressão da doença para cirrose, insuficiência hepática ou câncer de fígado. A biópsia hepática ou a elastografia hepática são úteis para avaliar o grau de dano ao fígado, mas não para decidir se o paciente deve ou não ser tratado. Portanto, a indicação para tratamento da hepatite C não é limitada a pacientes com fibrose maior ou igual a três.

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