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Q1684943 Medicina
Em 2016, o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais passou a usar a nomenclatura infecções sexualmente transmissíveis (IST) no lugar de doenças sexualmente transmissíveis (DST). O termo IST é mais adequado e já era utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A denominação “D”, de “DST”, vem de doença, que significa ter sintomas e sinais visíveis no organismo do indivíduo. Já as infecções podem ter períodos assintomáticas (sífilis, herpes genital, condiloma acuminado, por exemplo) ou se mantêm assintomáticas durante toda a vida do indivíduo (casos da infecção pelo HPV e vírus do herpes) e são somente detectadas por meio de exames laboratoriais. 

A respeito das ISTs e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.


O tratamento da sífilis primária, secundária e latente recente é feito com uma dose de penicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, em dose única.

Alternativas

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Tema central: Sífilis – tratamento nas fases primária, secundária e latente recente.

A questão aborda o tratamento padronizado da sífilis, uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo Treponema pallidum. A mudança do termo DST para IST reflete a importância de reconhecer a presença da infecção, mesmo quando o paciente está assintomático, algo essencial para o controle em saúde pública.

Justificativa – Alternativa Correta (“Certo”):

O item está certo. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde:

“a. Sífilis primária, sífilis secundária e latente recente (até um ano de duração): Penicilina G benzatina, 2,4 milhões UI, IM, dose única (1,2 milhão UI em cada glúteo).”

A escolha do tratamento deve-se à comprovada eficácia na eliminação do agente, com regime simples, fator importante na adesão e sucesso terapêutico.

Por que a alternativa incorreta seria errada:

Se o item fosse marcado como errado, haveria um equívoco conceitual importante. Alternativas que indicassem padronizações diferentes (como doses fracionadas, esquemas prolongados ou outras vias) estariam em desacordo com o que preconiza o Ministério da Saúde e com evidências científicas consolidadas, reforçadas em obras referenciais como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e diretrizes internacionais (CDC, 2021).

Tratar sífilis primária, secundária ou latente recente com doses menores, antibióticos de outro grupo no paciente não alérgico, ou omitir a penicilina benzatina não está correto.

Dicas para provas:

Fique atento à fase clínica da sífilis: apenas a latente tardia ou sífilis de duração desconhecida exige esquema prolongado (três doses semanais).

Em questões, não confunda penicilina benzatina com penicilina cristalina. A primeira é IM para sífilis não neurológica; a segunda (EV) é para neurossífilis.

Evite “pegadinhas” com tempo de infecção ou número de doses!

Referências:

- PCDT IST, Ministério da Saúde, 2020, Seção Sífilis, p. 79.
- CDC’s Sexually Transmitted Infections Treatment Guidelines, 2021.
- Goldman & Schafer: Cecil Medicina Interna.

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Comentários

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Tratamento das infecções com até 1 ano de duração (sífilis primária, secundária e latente recente) é feito com uma dose de penicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, em dose única. 

Outras alternativas são:

# Doxiciclina 100 mg, VO, 2xdia, por 15 dias (exceto para gestantes);

# Ceftriaxona 1g, IV ou IM, 1xdia, por 8 a 10 dias para gestantes e não gestantes.

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