Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos co...
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
Se o paciente confirmar o diagnóstico de tuberculose,
ele deverá fazer um teste rápido para HIV, pois todo
paciente com diagnóstico de tuberculose deve ser
testado para HIV. De acordo com os fluxogramas de
diagnó
stico da infecção pelo HIV que envolvem o teste
rápido, o diagnóstico somente pode ser estabelecido
após a realização de um teste rápido, e o laudo deverá ser emitido por um profissional de saú
de habilitado.
Gabarito comentado
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Gabarito: E (Errado)
Tema central: A questão aborda a testagem obrigatória para HIV em pacientes diagnosticados com tuberculose (TB) e os critérios para diagnóstico sorológico do HIV conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
Justificativa da alternativa correta:
De fato, todo paciente com TB deve ser testado para HIV, pois a coinfecção é comum e impacta o manejo clínico. No entanto, o erro do item está ao afirmar que o diagnóstico de HIV pode ser estabelecido somente com UM teste rápido.
Conforme o Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças, “o diagnóstico sorológico da infecção é realizado com algoritmos que utilizam dois testes sequenciais” (p. 15). Primeiro, faz-se um teste de triagem (sensível); caso seja reagente, um segundo teste diferente e específico será necessário para confirmar (fluxogramas padronizados). Realizar e interpretar somente um teste rápido é incorreto e contra as recomendações nacionais!
Além disso, os laudos, de fato, devem ser emitidos por profissional habilitado — mas esta parte não anula o erro maior: não basta somente um teste para o diagnóstico final.
Análise crítica das alternativas:
- Alternativa “C” (Certo): Incorreta, pois está em desacordo com o protocolo oficial sobre o diagnóstico, que exige dois testes sequenciais.
- Alternativa “E” (Errado): Correta, pois reconhece que o fluxo diagnóstico do HIV, segundo o Ministério da Saúde (p. 14-15), prevê obrigatoriamente duas testagens em sequência. Só assim elimina-se o risco de falso-positivo do primeiro teste de triagem.
Estratégia para provas: Fique atento a detalhes do fluxo diagnóstico em protocolos oficiais, pois frequentemente as bancas cobram quantidades de testes, sequências e diferenças conceituais entre triagem e confirmação.
Conforme o Manual Técnico citado:
“O diagnóstico sorológico da infecção é realizado com algoritmos que utilizam dois testes sequenciais (...). Nesses algoritmos é possível a utilização de testes laboratoriais e testes rápidos.” (p. 15, MS, 2018).
Portanto, não é permitido o diagnóstico de HIV com apenas um teste rápido — sempre é exigida a confirmação por um segundo teste, seguindo o princípio de segurança e confiabilidade diagnóstica preconizado pelo Ministério da Saúde.
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