A identificação de distúrbio hidroeletrolítico demanda o uso...
Gabarito comentado
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Tema central: O foco da questão está no manejo correto dos distúrbios hidroeletrolíticos e na escolha apropriada das soluções para hidratação de acordo com o quadro clínico do paciente. O reconhecimento dos sinais clínicos e a aplicação de protocolos de reposição volêmica são competências essenciais ao médico clínico.
Justificativa da alternativa correta (E):
“Pacientes com sinais de desidratação devem receber infusão de soro fisiológico até atingir uma boa perfusão periférica e renal.”
Na presença de desidratação, há redução do volume intravascular, o que pode comprometer a perfusão tecidual e provocar insuficiência renal, sobretudo em quadros graves. A reposição com soro fisiológico 0,9% (solução isotônica) é o padrão ouro para restaurar o equilíbrio volêmico, elevando a pressão arterial e otimizando a reperfusão dos tecidos, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde e manuais de clínica médica (ex: Harrison’s, UpToDate). De acordo com a diretriz de manejo clínico da dengue do MS: “Os pacientes com perfusão periférica reduzida e hipotensão arterial devem receber ressuscitação volêmica (...) com o intuito de evitar congestão e hiper-hidratação.”
Análise das alternativas incorretas:
A: Paciente edemaciado já possui excesso de líquido, e a administração de mais fluidos pode agravar o quadro. O uso indiscriminado de diuréticos com volume elevado de hidratação não é seguro.
B: Na SIADH, há retenção de água e hiponatremia dilucional. O correto é restringir água e, nos casos graves, optar por solução salina hipertônica, nunca hipotônica.
C: Na cetoacidose diabética, a primeira escolha é sempre o soro fisiológico 0,9%, e não o 0,45%. O uso inicial de solução hipotônica pode piorar a hipovolemia.
D: A correção da hipernatremia deve ser lenta, pois mudanças rápidas na osmolaridade podem causar edema cerebral. A redução não deve exceder 10-12 mEq/L por 24h.
Dica de prova: Fique atento à condição clínica predominante e às especificidades de cada distúrbio. Termos como “rápido” e escolhas de solução inadequada costumam ser pegadinhas recorrentes.
Referência: Protocolo do Ministério da Saúde, manuais como Harrison’s e UpToDate orientam a reposição isotônica até estabilização hemodinâmica e perfusão renal.
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