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Q3878824 Libras
No exercício da profissão, o Tradutor e Intérprete de Língua de Sinais e Língua Portuguesa deve pautar sua conduta em preceitos éticos que resguardam o direito linguístico dos interlocutores.
À luz do Código de Ética que rege a categoria, uma conduta INADEQUADA consiste em
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era comparar a conduta descrita com os deveres éticos de imparcialidade, neutralidade e não interferência. A letra B é a única que contraria esse padrão ao permitir orientação das decisões dos interlocutores e atuação como conselheiro.

Tema central: ética do intérprete
Análise das alternativas
A
Errada
Descreve conduta adequada: preservar o sigilo sobre informações privadas obtidas na interpretação é compatível com o dever ético de confidencialidade, ressalvadas as hipóteses legais.
B
Certa
A alternativa B está certa como resposta porque descreve extrapolação do papel profissional. Pelo critério ético cobrado, o Tradutor e Intérprete de Língua de Sinais e Língua Portuguesa deve atuar com imparcialidade e sem substituir a autonomia comunicativa das partes; por isso, é inadequado intervir ativamente para orientar decisões dos interlocutores ou assumir função de conselheiro.
C
Errada
Enuncia um dever ético compatível com a função: atuar com imparcialidade e neutralidade, sem interferir no conteúdo das mensagens.
D
Errada
Trata de dever de competência profissional: buscar aprimoramento contínuo das competências linguísticas e culturais é conduta eticamente adequada.
E
Errada
Respeita os limites de atuação: recusar trabalho fora da própria competência técnica ou em conflito de interesse preserva a integridade da mediação.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar proteção ou ajuda ao interlocutor surdo como se isso autorizasse o intérprete a aconselhar, decidir ou orientar escolhas por ele. O problema de B não é apenas agir na interação, mas assumir papel de conselheiro e interferir nas decisões.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões de ética do intérprete, diferencie mediação linguística de aconselhamento pessoal ou social.
  • Se a alternativa atribuir ao intérprete poder de orientar decisões dos interlocutores, há violação de imparcialidade e extrapolação do papel profissional.
  • Sigilo, neutralidade, competência técnica e recusa de atuação fora dos próprios limites costumam indicar condutas eticamente adequadas nesse campo.

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