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Q2234029 Português
“As vozes dos filhos adotivos
Durante muitos anos, nas histórias contadas sobre adoção, a família que recebia o novo membro era quem compartilhava expectativas, superação, sonhos e dificuldades. Era raro, por muitos motivos, os filhos adotivos compartilharem publicamente suas emoções e perspectivas sobre a adoção. Agora, a geração que foi adotada há cerca de 30 anos quer dividir suas histórias, tornando o debate sobre ser adotado e adotar ainda mais interessante. “É um assunto que, geralmente, é mais abordado pelos pais e pelas autoridades. Não que seja um tabu, mas é uma questão da maturidade do tema”, diz o jornalista e escritor Alexandre Lucchese. Ele faz parte da geração que tem falado e compartilhado reflexões sobre adoção. Filho adotivo, Alexandre tem 38 anos e, nos últimos anos, mergulhou no tema, reunindo relatos de pessoas com a experiência de viver em uma família que não é sua família biológica. Com essas vivências, Alexandre escreveu o livro “Vida de Adotivo”, lançado nos últimos dias, com venda pela internet, e tem como o diferencial o ponto de vista dos filhos. A obra propõe outros adotivos a compreenderem melhor suas próprias questões, bem como auxiliar pais e outros familiares a se aproximarem de dúvidas e angústias que até mesmo quem foi adotado tem dificuldade em reconhecer. “A minha geração, talvez, seja a primeira que esteja falando sobre esse tema com mais profundidade”, diz. Isso porque o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que regulamentou a adoção no país, tem 30 anos, e o Cadastro Nacional de Adoção (CNA) tem apenas 12 anos. “É um tema que foi se estruturando na sociedade com o tempo. Com a legislação, os pais ficaram mais preparados, o processo também. As coisas foram tendo mais maturidade, a ponto de nós podermos discutir sobre isso”, avalia. Alexandre tem um filho biológico, de 10 meses, e define família como afeto e encontro. “É busca, carinho e cuidado. Há filhos que crescem dentro de uma família biológica e não são completamente adotados”, enfatiza.”. (Texto adaptado. Disponível em: https://www.criaparaomundo.com.br/post/as-vozes-dos-filhos-adotivos).
A partir da leitura do texto, é possível afirmar CORRETAMENTE que:
Alternativas

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Tema central da questão: Interpretação de textos. O foco está em analisar e compreender informações explícitas e implícitas no texto, aplicando a coerência textual e a habilidade de distinguir entre o que o texto realmente aborda e generalizações/extrapolações indevidas.

Alternativa correta: D – “é recente a abertura dos adotados para falar sobre sua história porque antes não havia amadurecimento do assunto na sociedade.”

Justificativa: O texto afirma que, antes, eram os pais que relatavam a experiência da adoção, pois os filhos adotivos não compartilhavam amplamente seus relatos. A entrevista destaca que esse movimento de fala dos filhos adotados é algo recente, resultado do amadurecimento do tema na sociedade e da evolução legal (ECA e CNA). Veja este trecho do texto: “É um tema que foi se estruturando na sociedade com o tempo... As coisas foram tendo mais maturidade, a ponto de nós podermos discutir sobre isso.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Afirma que todos os adotados, ao chegarem à fase adulta, vivem angústias e dúvidas. O texto não faz tal generalização: fala sobre relatos, não sobre uma regra universal.

B) Diz que o ECA regulamentou a discussão sobre adoção, mas de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e com a própria menção do texto, o ECA regulamentou o processo de adoção, não o debate público.

C) Afirma que só pretendentes e autoridades discutem o tema da adoção por ser um tabu social. O texto nega esse ponto: "não que seja um tabu...” e acrescenta que hoje os filhos adotivos também se manifestam.

E) Aponta que a apresentação da história pelo olhar dos adotados ocorre há 12 anos, porém o texto apenas menciona que o Cadastro Nacional de Adoção tem essa idade, sem relacionar o dado ao início desses relatos.

Dicas e estratégias:

Leia atentamente buscando informações concretas no texto;

Cuidado com generalizações (“todos”, “apenas”, “somente”), geralmente erradas em questões interpretativas;

Sublinhe ou destaque frases-chave e confira se a alternativa respeita todos os elementos do texto;

• Use sempre o contexto e a ligação entre as ideias para identificar respostas coerentes.

Mantendo atenção à coesão e à coerência, como ensinam Bechara e Cunha & Cintra, você se prepara melhor para questões de interpretação.
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“É um assunto que, geralmente, é mais abordado pelos pais e pelas autoridades. Não que seja um tabu, mas é uma questão da maturidade do tema”

D

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