Na investigação de infertilidade primária em um casal com de...
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A questão aborda a investigação de infertilidade primária, que é a incapacidade de um casal conceber após 12 meses de relações sexuais regulares e desprotegidas. Este é um tema central em ginecologia e obstetrícia, exigindo a compreensão das causas potenciais tanto masculinas quanto femininas, bem como das abordagens diagnósticas.
Para a investigação, o espermograma é um exame essencial, pois avalia a causa masculina, que representa cerca de 30-40% dos casos de infertilidade. No que diz respeito à avaliação feminina, a histerossalpingografia é destacada na literatura médica, como as diretrizes da American Society for Reproductive Medicine, por ser fundamental na avaliação da permeabilidade das tubas uterinas e da anatomia uterina.
A alternativa correta é a E: FSH, histerossalpingografia, ultrassonografia transvaginal e espermograma.
Justificativa:
- FSH (Hormônio Folículo-Estimulante) é importante para avaliar a reserva ovariana e a função ovariana.
- Histerossalpingografia é utilizada para verificar a permeabilidade das trompas de Falópio e alterações na cavidade uterina.
- Ultrassonografia transvaginal permite a avaliação anatômica do útero e dos ovários.
- Espermograma analisa a qualidade e quantidade do sêmen, necessário para excluir causas masculinas.
Análise das alternativas incorretas:
- A - Estradiol, hormônio antimulleriano, contagem de folículos antrais e espermograma: Embora o hormônio antimulleriano e a contagem de folículos antrais sejam úteis para avaliar a reserva ovariana, a histerossalpingografia é essencial para detectar anomalias tubárias, algo não abordado aqui.
- B - Estradiol, histerossalpingografia, histeroscopia e espermograma: A histeroscopia não é um exame de primeira linha para investigação de infertilidade, pois é mais indicada para avaliação de anomalias intrauterinas já suspeitadas.
- C - Hormônio antimulleriano, histeroscopia, ultrassonografia transvaginal e espermograma: Semelhante à alternativa B, a inclusão da histeroscopia em vez da histerossalpingografia omite a avaliação crucial das trompas.
- D - Estradiol, progesterona na 2ª fase do ciclo menstrual, ultrassonografia transvaginal e espermograma: Embora a progesterona possa avaliar a função lútea, a histerossalpingografia, que avalia a permeabilidade tubária, está ausente.
Essa questão reflete a importância de um raciocínio clínico estruturado, que envolve a consideração cuidadosa das causas de infertilidade e os exames mais apropriados para investigá-las.
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