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Q3948716 Psicologia
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Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A decisão estava em reconhecer que a violência contra a mulher relatada no atendimento de saúde exige notificação compulsória no SINAN.

Tema central: Notificação compulsória no SINAN
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque troca a notificação compulsória em saúde por denúncia ao sistema policial/investigativo e ainda a apresenta como denúncia anônima voltada à punição do agressor. Pela base, a notificação compulsória via SINAN tem natureza sanitária/epidemiológica, não se confunde com denúncia policial.
B
Errada
Está errada porque faz a obrigatoriedade da notificação depender da vontade da vítima de denunciar criminalmente o marido. Pela base, o dever legal de notificar o caso atendido em serviço de saúde não é afastado pelo fato de a usuária não desejar formalizar denúncia.
C
Errada
Está errada porque atribui à notificação compulsória a finalidade de auxiliar a justiça criminal e, além disso, afirma que o psicólogo deve relatar em juízo tudo o que foi dito nas sessões, sem restrição. A base afasta exatamente essa confusão: notificação não autoriza exposição irrestrita do conteúdo sigiloso do atendimento.
D
Errada
Está errada porque indica destinatário incorreto da notificação: não é o Conselho Federal de Psicologia, mas o sistema oficial de informação em saúde. Também erra ao pressupor que a notificação compromete necessariamente o sigilo profissional e a carreira do profissional, o que a base não admite.
E
Certa
A alternativa E está certa porque enquadra o caso na regra de notificação compulsória dos casos com indícios ou confirmação de violência contra a mulher atendida em serviços de saúde. Ela identifica corretamente o sistema de notificação, o SINAN, e também a finalidade própria dessa medida: dar visibilidade epidemiológica ao fenômeno e subsidiar a elaboração e o aprimoramento de políticas públicas intersetoriais. Além disso, não confunde essa obrigação com denúncia policial nem com exposição irrestrita do conteúdo sigiloso do atendimento psicológico.
Pegadinha da questão
A confusão central era trocar notificação compulsória em saúde por denúncia policial e, junto com isso, supor que notificar implica romper o sigilo de modo amplo ou depender da vontade da vítima de denunciar.
Dica para questões semelhantes
  • Se o caso envolve violência contra a mulher atendida em serviço de saúde, verifique primeiro o dever de notificação compulsória no sistema oficial de informação em saúde.
  • Diferencie sempre notificação em saúde de denúncia policial: a primeira tem finalidade sanitária, epidemiológica e de políticas públicas.
  • O dever legal de notificar não autoriza relatar irrestritamente o conteúdo sigiloso do atendimento psicológico.
  • Para esse tipo de questão, confirme o destinatário correto do fluxo: SINAN, e não conselho profissional ou sistema policial como regra da notificação.

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