Estudo realizado por Figueiró AC et al. (2011), demandado p...
...o que parece influenciar diretamente a ocorrência do óbito é o manejo clínico dos casos. Verificou-se que a assistência aos pacientes não alcançou o nível de adequação esperada em nenhum dos serviços avaliados e que as recomendações do Ministério da Saúde para o manejo dos casos de dengue não estão sendo seguidas.
São sinais de alarme na dengue, EXCETO:
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Tema central da questão:
O foco aqui é o reconhecimento dos sinais de alarme na dengue. Estes sinais são manifestações clínicas que indicam aumento do risco de evolução para as formas graves da doença (choque/dengue grave), tornando sua identificação fundamental para conduta médica segura, especialmente em emergências ou no contexto legista.
Análise da alternativa correta — Alternativa E:
A alternativa E) “rash cutâneo, intensas dores musculares e dor retro-orbital” não representa sinais de alarme. Esses sintomas são típicos da fase febril inicial da dengue, conhecidos como "febre do quebra-ossos", mas não indicam iminente gravidade. Os sinais de alarme verdadeiros são aqueles que indicam risco imediato de complicações graves, como extravasamento de plasma ou choque.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
Alternativa A: Inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural e/ou lipotímia. Todos são considerados sinais de alarme, conforme consta no “Dengue: Diagnóstico e Manejo Clínico – Adulto e Criança” (Ministério da Saúde, 2016, p.37).
Alternativa B: Lista hepatomegalia dolorosa, hematêmese, melena e hemorragia de mucosa: todos estes são sinais de alarme e agravamento na dengue, evidenciando sangramento ou comprometimento hepático.
Alternativa C: Apresenta sonolência e/ou irritabilidade, diminuição da diurese e hipotermia. Sonolência/irritabilidade são manifestações precoces de comprometimento do Sistema Nervoso Central e diminuição da diurese sinaliza choque. Apesar de a hipotermia ser menos citada, pode aparecer em colapso circulatório, sendo atribuída como agravante clínico.
Alternativa D: Inclui aumento repentino do hematócrito, queda abrupta das plaquetas e desconforto respiratório. Todos relacionados à fase crítica, indicando extravasamento plasmático, risco hemorrágico e/ou acometimento pulmonar — sinais clássicos de progressão para dengue grave (ver PCDT/MS 2016).
Pegadinhas da questão:
A principal armadilha é confundir sintomas comuns e intensos da dengue (myalgia intensa, dor retro-orbital, exantema) com sinais de alarme! Lembre-se: sinais de alarme são indicadores de agravamento clínico, não os sintomas clássicos iniciais.
Resumo prático:
Para fins de concurso, sempre associe sinais de alarme com risco iminente (extravasamento de plasma, choque, hemorragias graves). Sintomas “típicos”, mesmo que severos, não são critério de gravidade!
Segundo o Ministério da Saúde (PCDT Dengue, p.37): “Sinais de alarme devem ser prontamente identificados, pois indicam necessidade de monitoramento intensivo e risco de evolução para formas graves”.
Gabarito: E.
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Comentários
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- Vômitos persistentes;
- Hipotençao postural e/ou lipotimia;
- Hepatomegalia dolorosa;
- Hemorragias importantes (hematêmese e/ou melena);
- Sonolência e/ou irritabilidade;
- Diminuiçao da diurese;
- Diminuiçao repentina da temperatura corporal ou hipotermia;
- Aumento repentino do hematócrito;
- Queda abrupta de plaquetas;
- Desconforto respitatorio;
No item E são descritos sintomas comuns e frequentes na dengue. Porém não são sinais de alarme
“Exantema” ou rash cutâneo é caracterizado pelo surgimento de manchas avermelhadas em todo o corpo.
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