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Q1337729 Medicina
Assinale a orientação obstétrica correta mediante laudo normal de ultrassonografia morfológica de rotina em gestante multípara de 21 semanas em que constata “apresentação pélvica".
Alternativas

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Tema central: A questão aborda apresentação pélvica na ultrassonografia morfológica de rotina em gestante multípara com 21 semanas, avaliando a conduta correta diante deste achado.

Justificativa da alternativa correta (B): A apresentação pélvica é um achado comum entre 20-25 semanas. Neste estágio, aproximadamente 25% dos fetos estão em posição pélvica, enquanto no termo esse número cai para cerca de 3-4%, pois a maioria assume espontaneamente a apresentação cefálica até o parto. Assim, em um exame às 21 semanas, o achado é considerado irrelevante para decidir a via de parto futura. Essa postura está alinhada às diretrizes nacionais, nas quais apenas a apresentação pélvica mantida no termo, após avaliação e tentativas de versão, é considerada para definir condutas obstétricas.

Análise das alternativas incorretas:

A) Indicar ultrassonografia mensal não é necessário, pois não há impacto na conduta em função da posição fetal nessa fase. A maioria dos casos reverte espontaneamente sem monitoramento ultrassonográfico intensivo.

C) A multiparidade não aumenta o insucesso da versão cefálica externa. Ao contrário, o sucesso pode ser maior devido à maior complacência uterina em multíparas (Diretriz MS, seção: Apresentação pélvica).

D) CESÁREA não é indicada por apresentação pélvica nas semanas intermediárias, apenas no termo e após fracasso ou contraindicação da versão cefálica externa, conforme protocolos do Ministério da Saúde: “A operação cesariana programada por apresentação pélvica é recomendada a partir de 39 semanas...”

E) Segundo o Ministério da Saúde, a versão cefálica externa é ofertada a partir de 36 semanas, jamais em torno de 32 semanas. Realizar antes desse período não aumenta o benefício e pode não se justificar.

Dicas para provas: Atenção a questões sobre tempo gestacional e condutas associadas! Muitos casos de apresentação pélvica no segundo trimestre se resolvem espontaneamente. Questões trazem pegadinhas ao sugerirem condutas invasivas ou monitoramento excessivo nesta fase, buscando avaliar interpretação crítica ao invés de memorização.

Referência técnica: “Em apresentação pélvica... a versão cefálica externa é recomendada a partir de 36 semanas...” (Diretrizes de Atenção à Gestante: a Operação Cesariana, Ministério da Saúde).

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa B, pois a apresentação pélvica não indica necessariamente a necessidade de uma cesariana. No entanto, é importante que a evolução da gestação seja monitorada e que outras intervenções sejam consideradas se necessário. A avaliação ultrassonográfica mensal não é necessária neste caso, a menos que haja outras indicações clínicas. A multiparidade pode aumentar o risco de insucesso da versão cefálica externa, mas isso não é necessariamente uma indicação para uma cesariana. A versão cefálica externa pode ser oferecida em torno de 32 semanas, mas isso dependerá das circunstâncias individuais de cada caso.

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