Paciente no 3º mês de seguimento pós esvaziamento uterino mo...
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda o seguimento de paciente pós-esvaziamento de mola hidatiforme, evoluindo com alteração dos níveis de hCG e sinais ultrassonográficos sugestivos de invasão uterina, configurando o espectro da Doença Trofoblástica Gestacional (DTG).
Justificativa da alternativa correta – B) Corioadenoma destruens (Mola invasora):
A mola invasora, também chamada corioadenoma destruens, é uma forma de DTG caracterizada por invasão do miométrio por tecido trofoblástico após esvaziamento da mola. O quadro clínico típico é de níveis de hCG em plateau (ou seja, permanecem estáveis e elevados), sangramento uterino persistente ou recidivante e, na USG, massa ecogênica que se estende ao miométrio associada à hipervascularização (índice de resistência baixo no Doppler, como 0,45). Segundo o Protocolo de Obstetrícia do Ceará: “Apresenta-se como sangramento de repetição após cura de mola; ultrassom com power-doppler define e limita a área de invasão trofoblástica”.
Análise das alternativas incorretas:
A) Restos molares: Restos evolucionam, em geral, com queda progressiva de hCG após revisão cirúrgica; não geram invasão miometrial nem vascularização acentuada como descrito.
C) Tumor trofoblástico epitelioide: Variante rara; costuma apresentar hCG baixo e diagnóstico histológico difícil. Não apresenta invasão típica do miométrio com elevação importante de hCG.
D) Coriocarcinoma: Mais agressivo, geralmente há metástase (cérebro, pulmão), sangramentos intensos, e valores de hCG muito altos; o quadro descrito não contempla esses aspectos.
E) Tumor trofoblástico do sítio placentário: HCG geralmente discreto e apresenta invasão local “silenciosa”; o perfil sorológico e de imagem não se ajusta.
Dica de prova: Sempre que encontrar hCG em plateau ou ascendente após esvaziamento, associe com imagem miometrial e baixo índice de resistência, pense em mola invasora. Atenção às palavras-chave como “invasão ao miométrio” e padrão doppler vascularizado.
Conclusão: O cenário clínico e os achados de imagem fundamentam o diagnóstico de corioadenoma destruens. Tal conduta está respaldada nas principais diretrizes e evidências científicas.
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