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Q1337720 Medicina
Primigesta, 28 semanas, procura a emergência obstétrica com queixa de sangramento transvaginal “escuro” há uma hora e dor abdominal intensa tipo cólica. Ao exame clínico: PA 140/90 mmHg, hipocorada+/4, frequência cardíaca 94 bpm, atividade uterina de difícil avaliação por aumento do tônus basal. Ao exame pélvico: colo 100% apagado, dilatado 4 centímetros, batimentos cardio-fetais negativo (comprovado ao exame ultrassonográfico). Assinale a conduta mais adequada a ser prestada a essa gestante.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o descolamento prematuro de placenta (DPP) com feto natimorto em gestante estável. Este quadro clínico exige raciocínio rápido e conhecimento claro das condutas baseadas em diretrizes.

Justificativa da alternativa correta (D):
No caso apresentado, há sangramento transvaginal escuro, dor abdominal intensa, hipotonia uterina e ausência de vitalidade fetal confirmada. São sinais clássicos de DPP e quadro de natimortalidade. A paciente encontra-se estável hemodinamicamente.

Segundo o Manual Técnico: Gestação de Alto Risco – Ministério da Saúde:
“Na presença de feto morto e mãe hemodinamicamente estável, deve-se optar pelo parto vaginal.”

Destacam-se três medidas fundamentais:

  • Rastreio e monitoramento de CID: O DPP aumenta risco de coagulopatia. Hemograma, tap, tempo de tromboplastina e fibrinogênio devem ser avaliados.
  • Avaliar pré-eclâmpsia: PA 140/90 mmhg sugere possível associação; devem-se checar proteinúria e outros sinais.
  • Aceleração do parto vaginal: Com feto natimorto e estabilidade materna, evitar cesárea sempre que possível para minimizar riscos cirúrgicos.

Assim, a alternativa D está correta por respeitar as melhores práticas assistenciais e as evidências científicas.

Análise das alternativas incorretas:

A) Amniotomia + cesárea em caso de prolapso de cordão: Indicação inadequada, visto que o prolapso do cordão com feto morto não é indicação de cesárea.

B) Hemotransfusão + cesárea a Misgav-Ladach: Cesárea só é indicada se houver deterioração materna; hemotransfusão é restrita a choque hipovolêmico.

C) Uterolítico + cesárea de emergência: Uterolíticos são contraindicados em DPP pelo risco de agravamento do quadro hemorrágico.

E) Hemoderivados + cesárea após estabilização: Cirurgia é reservada para instabilidade grave ou falha do parto vaginal, não como primeira escolha.

Dicas de prova: Atenção a termos como “natimorto” e “estabilidade materna” – sinalizam preferência pelo parto vaginal. Lembre-se que a indicação de cesárea diante de feto morto ocorre apenas com grave instabilidade clínica ou falha evidente de progressão do parto.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa D: Rastreio de CID e pré-eclâmpsia + Aceleração do parto vaginal. O caso apresentado sugere uma emergência obstétrica, com possibilidade de pré-eclâmpsia e/ou CID (hemorragia grave). É importante realizar uma avaliação clínica completa e exames complementares, como ultrassonografia, para confirmar o diagnóstico e decidir a melhor conduta a ser tomada. No caso descrito, a opção mais adequada é a aceleração do parto vaginal, desde que seja possível garantir a segurança da mãe e do feto.

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