Em relação à asma brônquica, a terapia deve focalizar de fo...

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Q2299910 Medicina
Em relação à asma brônquica, a terapia deve focalizar de forma especial a redução da inflamação, evitando-se o contato com alergênios e enfatizando o uso precoce de agentes antiinflamatórios, os quais protegem os indivíduos da progressiva perda da função pulmonar. Sobre o tema, analise os itens abaixo:

I- A dose inicial do corticoide inalatório é dependente da gravidade do quadro, indicandose 200 a 250 mcg, conforme o produto, a cada 12 horas.
II- Para casos de maior gravidade, indica-se corticoide sistêmico até melhora e estabilização.
III- Quanto aos broncodilatadores, deve ser usado beta-2 de curta duração até controle e/ou estabilização. Se após a estabilização persistir limitação ao fluxo aéreo, usar beta-2 de longa duração.
IV- Isto resultará em supressão mais rápida da inflamação, restauração da função pulmonar, maior confiança no tratamento e alívio rápido dos sintomas.

Analisados os itens é CORRETO afirmar que:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda condutas terapêuticas na asma brônquica, destacando a importância do tratamento anti-inflamatório precoce, uso racional de corticoides (inalatórios e sistêmicos) e a correta indicação de broncodilatadores de curta e longa ação.

Análise da alternativa correta: Alternativa C – Todos os itens estão corretos.

1. O raciocínio clínico está alinhado às principais diretrizes nacionais (IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma, SBPT, 2006) e documentos do Ministério da Saúde (PCDT Asma, 2021), que preconizam:

  • Uso de corticoide inalatório conforme a gravidade do quadro. Segundo as IV Diretrizes, “a dose inicial do corticoide inalatório é dependente da gravidade do quadro, indicando-se 200 a 250 mcg, conforme o produto, a cada 12 horas.”
  • Indicação de corticoide sistêmico nos casos mais graves ou nas exacerbações, até melhora e estabilização, como recomendado pelas diretrizes.
  • Uso de broncodilatadores beta-2 agonistas de curta duração para alívio imediato dos sintomas, e a associação de beta-2 de longa duração se persistir limitação de fluxo aéreo após estabilização, sempre em combinação com corticoide inalatório.
  • Desfechos clínicos positivos: esta abordagem resulta realmente em controle mais rápido da inflamação, melhora funcional, confiança do paciente e relevante alívio sintomático.

Por que as alternativas incorretas não se aplicam?

  • A, B e D: Estabelecem, de forma equivocada, que um ou dois itens estariam errados ou apenas o III seria incorreto. Todos os itens citados refletem, de fato, as recomendações atuais, sem incompatibilidades. O item III pode confundir alunos devido à necessidade de sempre associar beta-2 de longa duração a corticoide inalatório; a questão, porém, não contradiz essa regra nem propõe uso isolado.

Dica de interpretação para concursos: Fique atento a termos absolutos e sequências terapêuticas. A banca costuma testar se o candidato reconhece quais drogas são introduzidas em cada etapa da terapêutica da asma e em qual ordem. Cuidado para não cair em “pegadinhas” sobre doses ou a associação obrigatória de medicamentos.

Referências principais:
IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma (SBPT, 2006), página 9.
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Asma (MS, 2021), tópicos de tratamento medicamentoso.

Portanto: Todos os itens estão corretos. Alternativa C é a resposta certa.

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A questão aborda o manejo da asma brônquica, enfatizando a importância de reduzir a inflamação bronquial, evitar alergênios e a utilização de agentes antiinflamatórios para proteger os indivíduos da progressiva perda da função pulmonar. A resposta correta é a alternativa C - Todos os itens estão corretos. I- A dose inicial do corticoide inalatório realmente é dependente da gravidade do quadro de asma. O uso de corticoides inalatórios é uma das pedras angulares do tratamento da asma, pois eles atuam diretamente na inflamação das vias aéreas. A dose precisa ser ajustada com base na gravidade para garantir eficácia e minimizar os efeitos colaterais. II- Corticoides sistêmicos são indicados para casos mais graves de asma que não são controlados com corticoides inalatórios ou em situações de exacerbação aguda. Eles são utilizados até que haja melhora e estabilização do quadro, momento em que se tenta reduzir a dose ou suspender o uso sistêmico. III- Os broncodilatadores beta-2 de curta duração são usados no alívio imediato dos sintomas de broncoespasmo, enquanto os de longa duração são incorporados ao tratamento de manutenção para controlar os sintomas e limitação ao fluxo aéreo após a estabilização do paciente. IV- A adoção de uma estratégia terapêutica eficaz, incluindo o uso correto de antiinflamatórios e broncodilatadores, leva à supressão mais rápida da inflamação e restauração da função pulmonar. Isso resulta em alívio rápido dos sintomas e maior confiança no tratamento, o que é fundamental para a aderência do paciente à terapia prescrita. Portanto, a alternativa C está correta porque todos os itens apresentados refletem a abordagem adequada e baseada em evidências para o tratamento da asma brônquica.

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