Trata-se da principal diferença entre rágades e fissuras ana...
Gabarito comentado
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Tema central: diferenças clínicas e morfológicas entre rágade anal e fissura anal. Em provas, “rágade” costuma designar a lesão aguda, linear e superficial, enquanto “fissura” corresponde à lesão crônica, ulcerada e ovóide, frequentemente com sinais de cronicidade.
Alternativa correta: C
Por quê? A rágade é um esgarçamento longitudinal agudo do anodermo, geralmente após trauma por fezes duras ou estiramento, sem alterações secundárias. A fissura é uma ulceração crônica ovóide, com bordas induradas, podendo expor fibras do esfíncter interno e associar-se a plicoma sentinela e papila anal hipertrófica. Esse padrão é descrito em textos de referência e diretrizes (ASCRS Clinical Practice Guidelines for Anal Fissure; UpToDate; Sabiston Textbook of Surgery).
Como interpretar na prova: procure palavras-chave: “aguda, linear, superficial” → rágade; “crônica, ovóide, ulcerada, plicoma sentinela, hipertonia” → fissura. Localização típica de ambas: linha média posterior.
Análise das alternativas incorretas
A) Simplifica de forma errada: rágades não são “sempre crônicas”; ao contrário, são agudas. Já “fissura” no uso prático remete ao estágio crônico ulcerado. A oposição proposta está trocada e incompleta.
B) Etiologia reducionista. Tanto rágades quanto fissuras podem ocorrer após constipação (trauma por fezes duras) ou após episódios de diarreia irritativa. Não há distinção etiológica tão rígida nas diretrizes (ASCRS/UpToDate).
D) Ambas tendem à linha média posterior (75–90%). Dizer que fissuras “não têm localização fixa” é incorreto. Lesões fora da linha média sugerem doença de base (ex.: Crohn, TB, sífilis, HIV) e exigem investigação.
E) Não procede. Parasitoses causam prurido/excoriações, não definem “rágade” como entidade distinta. Dermatoses podem acometer região perianal, mas não são causa típica da “fissura” clássica.
Diagnóstico e manejo (alto rendimento): diagnóstico é clínico pela inspeção cuidadosa (anoscope com parcimônia pela dor). Na fase aguda/rágade: fibras, água, banhos de assento, analgésicos, tópicos vasodilatadores (nitroglicerina ou bloqueadores de canal de cálcio). Na fissura crônica: além do tratamento clínico, considerar toxina botulínica ou esfincterotomia lateral interna em casos refratários (ASCRS/UpToDate).
Referências rápidas: ASCRS Clinical Practice Guidelines for Anal Fissure; UpToDate – Anal fissure; Sabiston Textbook of Surgery.
Gabarito: C
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