Ao longo da história, as concepções de corpo e de beleza pa...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: C
Tema central: relações entre padrão corporal, estética e poder. É preciso entender como sociedades diferentes vincularam normas de beleza/saúde a finalidades políticas (ex.: preparar guerreiros, manter ordem social) e como essas normas justificaram práticas sobre corpos.
Resumo teórico: Na Antiguidade, especialmente em algumas pólis gregas como Esparta, a prioridade militar moldava avaliações do corpo: vigor e perfeição física eram vistos como condição para participação social plena. Em consequência, práticas como a exposição de recém-nascidos considerados frágeis ocorreram como forma de seleção social. Fontes antigas (Plutarco, "Vida de Licurgo"; Aristóteles, discussões em "Política") e estudos modernos (ex.: Paul Cartledge, especialista em Esparta) documentam e contextualizam essas práticas; historiadores contemporâneos também discutem seu grau e interpretação.
Por que C é correta: A alternativa aponta que povos como os espartanos eliminavam recém-nascidos com “imperfeições” que comprometiam sua utilidade militar. Embora a palavra “sacrificavam” seja forte, as fontes antigas relatam a inspeção dos neonatos e a prática da exposição/eliminação dos considerados fracos — prática legitimada por uma ideologia que subordinava o valor do indivíduo ao interesse coletivo e militar em certas comunidades.
Análise das alternativas incorretas:
A — Errada. Na Antiguidade clássica a ginástica/exercícios eram praticados principalmente por cidadãos livres (gregos atenienses e espartanos), vinculados à educação cívica e militar; não era atividade típica de escravos nem universalmente feita com nudez pública associada a escravidão.
B — Errada. No Medievo, o cristianismo frequentemente desencorajou práticas corporais ligadas a cultos pagãos; formas de exercício existiam, mas não houve um estímulo generalizado do cristianismo às práticas corporais com a mesma função social da Antiguidade clássica.
D — Errada. A Idade Moderna (Renascimento e depois) costuma resgatar e reenfatizar ideais da Antiguidade clássica, não da Idade Média; muitos pensadores e artistas modernos buscaram recuperar modelos greco-romanos, especialmente no Renascimento.
E — Errada. Na Idade Contemporânea há, sim, retomadas e inspirações na estética clássica (ex.: neoclassicismo, ideal de corpo atlético); não houve abominação universal de associações com a Antiguidade.
Dica de prova: Ao ler alternativas, identifique palavras absolutas (sempre, quaisquer) e generalizações. Relacione práticas a contextos sociais específicos (ex.: Esparta ≠ toda Antiguidade). Consulte mentalmente fontes ou exemplos (Plutarco, Cartledge) para validar afirmações.
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