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Reconstrução Pós-Câncer em Cirurgia Plástica envolve recons...

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Q3911352 Medicina
Reconstrução Pós-Câncer em Cirurgia Plástica envolve reconstruções imediatas e tardias após ressecções oncológicas de mama, cabeça e pescoço, e outras topografias, com seleção individualizada de técnicas, visando simultaneamente função e estética, com impacto direto em qualidade de vida. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Na reconstrução mamária autóloga, retalhos musculocutâneos pediculados (ex.: TRAM pediculado) são considerados equivalentes em morbidade abdominal tardia aos retalhos perfurantes (DIEP), não havendo diferença significativa em taxa de deformidade da parede abdominal.

(__)Reconstruções faciais pós-ressecções de cabeça e pescoço com fibula livre não conseguem restabelecer arco dentário e suporte tridimensional mandibular com potencial reabilitação protética osseointegrável.

(__)Em mama, a reconstrução imediata com implante/expansor na paciente que receberá radioterapia adjuvante é padrão ouro universal, independentemente do risco individual de complicações relacionadas à radiação.

(__)A reconstrução linfática microcirúrgica (ex.: LVA ou VLNT) pode ser integrada ao tratamento reconstrutivo de câncer quando linfoedema secundário ao tratamento oncológico está presente, sendo potencialmente funcionalmente restauradora. estratégia.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A sequência correta é F, F, F, V porque a base técnica consolidada aponta que o TRAM pediculado tem maior morbidade abdominal que o DIEP, a fíbula livre consegue restabelecer continuidade mandibular e permitir reabilitação protética, a radioterapia adjuvante piora os resultados da reconstrução mamária com implante/expansor e impede tratá-la como padrão universal, e LVA/VLNT podem ser incorporadas ao tratamento do linfedema secundário pós-oncológico.

Tema central: Reconstrução pós-câncer
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque marca o terceiro item como verdadeiro. Isso contraria o dado decisivo da base: radioterapia adjuvante aumenta complicações e falha reconstrutiva na reconstrução mamária aloplástica, de modo que implante/expansor imediato não é escolha universal. Possibilidade técnica não equivale a padrão-ouro para todas as pacientes.
B
Errada
Está errada porque considera verdadeiros os três primeiros itens. O primeiro conflita com a maior morbidade abdominal do TRAM pediculado em relação ao DIEP. O segundo conflita com a capacidade reconhecida da fíbula livre de reconstruir continuidade mandibular, suporte tridimensional e permitir reabilitação protética osseointegrável. O terceiro conflita com o efeito adverso da radioterapia sobre reconstrução com implante/expansor, o que exclui qualquer noção de padrão universal.
C
Errada
Está errada por dois motivos concretos. O primeiro item não é verdadeiro, porque TRAM pediculado e DIEP não são equivalentes em morbidade abdominal tardia; o DIEP preserva melhor a parede abdominal. O quarto item também não é falso, porque LVA e VLNT têm papel reconhecido no tratamento reconstrutivo do linfedema secundário pós-oncológico, com potencial de melhora funcional.
D
Certa
A alternativa D está correta porque corresponde à sequência F, F, F, V sustentada pelos princípios técnicos descritos na base. O primeiro item é falso porque o TRAM pediculado sacrifica mais músculo e fáscia da parede abdominal, com maior risco de fraqueza, abaulamento e hérnia do que o DIEP, que preserva melhor a musculatura. O segundo é falso porque a fíbula livre é técnica clássica para reconstrução de defeitos mandibulares segmentares, permitindo restabelecer suporte tridimensional e viabilizar reabilitação com implantes osseointegrados. O terceiro é falso porque a radioterapia adjuvante aumenta contratura capsular, infecção, exposição, perda do implante e pior resultado estético, portanto implante/expansor imediato não pode ser tratado como padrão-ouro universal. O quarto é verdadeiro porque LVA e VLNT são estratégias fisiológicas microcirúrgicas que podem ser incorporadas ao tratamento do linfedema secundário ao câncer, com potencial benefício funcional em casos selecionados.
Pegadinha da questão
A banca usou termos absolutos em cenários que dependem de técnica e seleção de caso: “equivalentes”, “não conseguem” e “padrão ouro universal”. Quem não confronta essas expressões com os princípios reconstrutivos consolidados erra a sequência.
Dica para questões semelhantes
  • Em reconstrução mamária autóloga, preserve a lógica anatômica: quanto maior o sacrifício muscular da parede abdominal, maior a morbidade tardia.
  • Na mandíbula, a fíbula livre deve ser lembrada como retalho ósseo vascularizado capaz de restabelecer estrutura e permitir reabilitação protética.
  • Quando o enunciado associa implante mamário à radioterapia e usa linguagem universal, o critério decisivo é o aumento de complicações e a necessidade de individualização.
  • Em linfedema secundário pós-oncológico, LVA e VLNT não são promessas universais, mas são opções fisiológicas válidas com potencial funcional em casos selecionados.

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