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Q3573355 Enfermagem
Em um paciente no pós-operatório imediato de laparotomia exploradora, o enfermeiro observa distensão abdominal progressiva, ausência de ruídos hidroaéreos e eliminação de gases, além de náuseas. Diante do quadro clínico e dos riscos associados, qual a complicação mais provável e a conduta de enfermagem recomendada?
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Tema central: A questão aborda o íleo paralítico pós-operatório, complicação frequente após cirurgias abdominais extensas como a laparotomia exploradora. O quadro envolve distensão abdominal, ausência de ruídos hidroaéreos e náuseas, sem eliminação de gases. Trata-se de uma perda transitória da motilidade intestinal, geralmente de natureza funcional e não obstrutiva.

Justificativa da alternativa correta (B): Segundo o BMJ Best Practice e artigo de Goulart & Martins, a abordagem ao íleo paralítico requer:

  • Controle rigoroso do balanço hídrico, pois pacientes estão sob risco de desequilíbrio eletrolítico e desidratação devido ao acúmulo de líquidos no trato gastrointestinal.
  • Sonda nasogástrica aberta, promovendo descompressão gástrica, alívio da distensão e prevenção de vômitos/aspiração.
  • Comunicação contínua com a equipe médica para avaliação da evolução clínica, pois casos graves requerem intervenções adicionais.

Essas medidas se refletem na alternativa B, que traz respostas fundamentadas em evidências e condizentes com boas práticas assistenciais de enfermagem.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Foca em sangramento, que pode causar distensão abdominal, mas não justifica a ausência de ruídos hidroaéreos e gases; foge do quadro clínico mais sugestivo.
  • C: Aborda obstrução por bridas, cujo manejo (principalmente liberação alimentar precoce) é inadequado. Obstrução mecânica difere do íleo paralítico, estando a alimentação contraindicada até retorno do peristaltismo.
  • D: Centraliza na ferida operatória sem considerar o principal sintoma, a ausência de peristaltismo. O correto é focar no trato digestório.
  • E: Perfuração intestinal gera sinais clínicos mais graves (dor intensa, irritação peritoneal, choque); a conduta deve ser baseada em confirmação clínica/laboratorial prévia.

Dica de prova: Atenção às manifestações clínicas clássicas, como distensão abdominal, ausência de ruídos hidroaéreos e náuseas sem eliminação gasosa. Fique atento a termos técnicos e evite respostas que se desviem do quadro clínico apresentado.

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