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Q3573353 Enfermagem
A Prática Baseada em Evidências (PBE) é componente estruturante da qualidade assistencial em enfermagem, orientando decisões clínicas fundamentadas na integração entre melhor evidência disponível, expertise profissional e valores do paciente. À luz da hierarquia metodológica vigente e dos critérios de robustez científica, qual tipo de estudo oferece a evidência de maior qualidade para sustentação de recomendações clínicas?
Alternativas

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Tema central: Prática Baseada em Evidências (PBE) e a hierarquia da evidência para intervenções clínicas. Em geral, o topo da pirâmide é ocupado por revisões sistemáticas/metanálises de ECR; na ausência dessa opção, o melhor estudo primário é o ensaio clínico randomizado (ECR).

Alternativa correta: A — ECR com randomização, alocação oculta, cegamento e seguimento prospectivo é o padrão-ouro para avaliar eficácia/segurança de intervenções. Esses elementos reduzem viés de seleção, desempenho e detecção, controlam confundidores e permitem inferência causal mais robusta. A análise por intenção de tratar preserva os benefícios da randomização. Essa hierarquia é sustentada por OCEBM Levels of Evidence, GRADE e pelo Cochrane Handbook; diretrizes clínicas e o UpToDate recomendam basear condutas em ECRs de boa qualidade quando disponíveis.

Por que é a melhor evidência entre as opções? Porque apenas o ECR distribui aleatoriamente fatores conhecidos e desconhecidos entre os grupos, testando diretamente o efeito da intervenção. Quando bem conduzido (CONSORT), oferece a estimativa menos enviesada do efeito.

Análise das alternativas incorretas

B – Coorte retrospectiva: útil para prognóstico e segurança, mas inicia pela exposição e observa desfechos no passado, com maior risco de viés de seleção e confundimento residual. Não supera o ECR para avaliar eficácia de intervenções (OCEBM, GRADE).

C – Revisão narrativa: depende da opinião do autor e não segue método sistemático de busca/avaliação crítica, gerando viés de seleção de estudos. Menor nível de evidência que revisões sistemáticas/metanálises e ECRs (Cochrane, OCEBM).

D – Relatos/séries de casos: úteis para hipóteses e eventos raros, mas sem grupo controle e alta vulnerabilidade a viés. Não sustentam recomendações terapêuticas generalizáveis.

E – Transversal: ótimo para prevalência e associação, porém não estabelece temporalidade e não permite inferir causalidade ou avaliar intervenções prospectivamente.

Dica para a prova: Busque palavras-chave como “intervenções clínicas”, “hierarquia da evidência” e “maior qualidade”. Se aparecer “revisão sistemática/metanálise de ECR”, ela supera o ECR individual; se não estiver entre as opções, escolha o ECR bem conduzido.

Referências rápidas: OCEBM Levels of Evidence (2011); GRADE Working Group; Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions; UpToDate – Evidence-based medicine overview; CONSORT Statement.

Gabarito: A

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