Em ambiente de terapia intensiva adulto, uma paciente subme...

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Q3573343 Enfermagem
Em ambiente de terapia intensiva adulto, uma paciente submetida à ventilação mecânica invasiva apresenta aumento da resistência expiratória, redução da complacência pulmonar dinâmica e eliminação de secreção espessa com aspecto purulento pela aspiração em sistema fechado. Diante da suspeita de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), o enfermeiro propõe reestruturação do plano de cuidados, à luz das diretrizes da ANVISA, dos bundles de prevenção da PAV e dos princípios de vigilância epidemiológica hospitalar. Qual intervenção apresenta maior respaldo técnico-científico para integração à assistência?
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Tema central: prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) por meio de bundles baseados em diretrizes (ANVISA, CDC/SHEA/IDSA, IHI). O caso descreve paciente sob VM com secreção purulenta, aumento da resistência expiratória e queda da complacência — achados que sugerem PAV, exigindo reforço das medidas preventivas.

Alternativa correta: E — A combinação de cabeceira elevada (30–45°), higiene oral com antisséptico, interrupções programadas de sedação e avaliação diária para desmame compõe o “Ventilator Bundle” recomendado pela ANVISA e por compêndios internacionais (IHI; SHEA/IDSA 2022; UpToDate). Essas medidas diminuem microaspiração e colonização orofaríngea, encurtam o tempo de ventilação e reduzem VAP e mortalidade. Evidência robusta suporta sua integração sistemática e multiprofissional.

Estratégia de prova: identifique itens clássicos de bundle (elevação da cabeceira, higiene oral, “sedation vacation”, avaliação diária de extubação). Desconfie de propostas “radicais” ou não padronizadas (pressões muito altas, trocas frequentes de circuito, suspensão de dieta sem indicação clínica).

Por que as demais estão incorretas?

A) Pressão do balonete acima de 40 cmH₂O é lesiva (isquemia e estenose traqueal) e não previne melhor a microaspiração do que manter 20–30 cmH₂O (faixa recomendada). Diretrizes ANVISA/CDC orientam monitorização e manutenção entre 20–30 cmH₂O, não “hiperinsuflação”.

B) Troca programada do circuito a cada 24h não reduz VAP e aumenta risco por desconexões e manipulações. Recomenda-se não trocar rotineiramente; trocar apenas se sujo/defeituoso (ANVISA; CDC/HICPAC; SHEA/IDSA).

C) Suspender nutrição enteral até cultura não previne PAV e pode piorar desfechos (desnutrição, fraqueza). O correto é manter nutrição com cabeceira 30–45°, usar procinéticos se necessário, considerar via pós-pilórica em alto risco e seguir protocolo de resíduos gástricos (ANVISA/UpToDate). Suspensão só por indicação clínica específica.

D) Aspiração subglótica é recomendada quando disponível, porém com pressão baixa e contínua/intermitente para evitar lesão da mucosa. “Pressões elevadas” aumentam dano e não há benefício adicional. Diretrizes: uso de tubo com porta subglótica + sucção suave (ANVISA; SHEA/IDSA 2022).

Dica de interpretação: em VAP, pense em medidas que reduzem microaspiração e tempo de ventilação sem aumentar manipulação invasiva. Bundles padronizados costumam ser a melhor resposta.

Referências essenciais: ANVISA – Medidas de Prevenção de IRAS (PAV); IHI Ventilator Bundle; SHEA/IDSA 2022 – Strategies to Prevent VAP; UpToDate – Prevention of ventilator-associated pneumonia.

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A combinação de cabeceira elevada, higiene oral com antisséptico, interrupções programadas de sedação e avaliação diária para desmame ventilatório representa abordagem multiprofissional eficaz na prevenção da PAV.

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